ONU: pessoas com deficiência são “vítimas esquecidas” no conflito sírio
BR

17 setembro 2013

Comissão sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências alerta que elas precisam de maior proteção; grupo é formado por 18 especialistas independentes em direitos humanos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências alertou que “elas são as vítimas esquecidas do conflito na Síria”.

O grupo, formado por 18 especialistas, concluiu que as pessoas com deficiências têm seus direitos violados diariamente e precisam de mais proteção do governo sírio.

Convenção

Segundo a comissão, “viver no meio de um conflito já é física e emocionalmente estressante, mas é ainda mais para as pessoas com alguma forma de deficiência que enfrentam as mesmas barreiras em tempos de confronto armado.”

Os especialistas afirmaram que a Síria faz parte da Convenção sobre as Pessoas com Deficiências.

O artigo 11 do documento diz que o Estado é obrigado a adotar medidas necessárias para garantir a segurança dessas pessoas em situações de risco, de acordo com as leis humanitária e de direitos humanos.

População Civil

A Comissão pediu ainda a todas as partes envolvidas no conflito que parem de alvejar a população civil. Além disso, é vital que as agências humanitárias tenham permissão para operar sem restrições por todo o país.

Os especialistas da ONU estão preocupados também com as pessoas com deficiências que fugiram e agora vivem em acampamentos para refugiados em países vizinhos.

Líbano

A porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Melissa Fleming, disse, esta terça-feira, que existem 720 mil refugiados sírios no Líbano.

Segundo ela, a agência conseguiu apenas 27% dos fundos necessários para cobrir as operações e atender as necessidades de todos os refugiados.

Fleming explicou que as agências humanitárias estão sendo forçadas a priorizar quem receberá ajuda. Ao mesmo tempo o Acnur fez um apelo por mais doações para a Síria.

O mesmo acontece com o Programa Mundial de Alimentos, PMA. A agência da ONU precisa de US$ 133 milhões, mais de R$ 270 milhões, para entregar comida aos refugiados sírios entre setembro e dezembro. Até agora, conseguiu menos de 5% desse dinheiro.

Em agosto, o PMA distribuiu vales de alimentos para 550 mil refugiados sírios. Para atender a todas as necessidades das pessoas afetadas pela crise na Síria, a agência precisa arrecadar US$ 30 milhões por semana.

 

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