Mais de US$ 2 milhões para o combate à gripe aviária, anuncia FAO

16 setembro 2013

Agência aponta vigilância como chave para evitar uma epidemia; países instados a investir na melhoria do sistema de compra e venda de aves.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*    

Mais de US$ 2 milhões em fundos de emergência foram disponibilizados à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, para apoiar os esforços de combate ao vírus da gripe aviária, H7N9.

A entidade da ONU refere que o montante foi concedido pela Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional, Usaid.

Temporada

Para a FAO, os vírus H7N9 e H5N1 continuam a representar uma séria ameaça à saúde de humanos e animais, devendo ressurgir na próxima temporada de gripe.

Em declarações à Rádio ONU, da Arábia Saudita, o veterinário-chefe da agência, Juan Lubroth, disse que o trabalho de preparação é longo.

Virulência

“A vigilância é indispensável. Os serviços veterinários têm que ter o conhecimento de que o H5N1 ainda tem muita atividade em partes da Ásia e no Egito. E agora, temos o problema do H7N9, que não tem o mesmo caráter de virulência.”

Especialistas internacionais recomendam vigilância e uma restruturação dos mercados para combater os problemas.

Década

A FAO destaca ações desenvolvidas durante uma década de luta contra o H5N1 e, mais recentemente o H7N9.

Pelo facto de o vírus da gripe aviária continuar a atingir aves domésticas, o veterinário considera necessário continuar com esforços de combate ao vírus, não só nos países mais afetados, mas também nos Estados vizinhos com fortes ligações comerciais.

Sinal

Lubroth considera a situação mais grave em relação ao H7N9, por não causar nenhum sinal clínico nas aves, o que dificulta a deteção.

A FAO e a Usaid dizem ser necessário mais trabalho para combater os vírus, a curto prazo, numa ação que inclui a vigilância contínua. As entidades querem que os países invistam na melhoria do sistema de compra e venda de aves.

Segundo as organizações, a emergência no combate ao problema serve como um aviso de que as novas ameaças de doenças não representam uma exceção, mas consequência previsível dos acontecimentos.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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