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FAO alerta para o ressurgimento do vírus da gripe aviária

Agência da ONU afirmou que os vírus H7N9 e H5N1 continuam representando uma séria ameaça à saúde de humanos e animais; FAO disse que vigilância é a chave para evitar uma epidemia.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou que o vírus da gripe aviária pode ressurgir na próxima temporada de gripe.

A FAO afirmou que os vírus H7N9 e H5N1 continuam representando uma séria ameaça à saúde de humanos e animais.

Vigilância 

Especialistas internacionais recomendam vigilância e uma restruturação dos mercados para combater os problemas.

O veterinário-chefe da FAO, Juan Lubroth, em entrevista à Rádio ONU, da Arábia Saudita, afirmou que o mundo está mais preparado do que nunca para responder a uma emergência com o vírus da gripe aviária. Ele falou também sobre a importância da vigilância das autoridades de saúde.

“A vigilância é indispensável. Os serviços veterinários têm que ter o conhecimento de que o H5N1 ainda tem muita atividade em partes da Ásia e no Egito. E agora, temos o problema do H7N9, que não tem o mesmo caráter de virulência.”

Lubroth explicou que essa preparação para combater o vírus se deve ao longo trabalho de uma década de luta contra o H5N1 e, mais recentemente o H7N9.

Esforços

Lubroth citou que o vírus da gripe aviária continua atingindo as aves domésticas. Na sua opinião, é necessário continuar com os esforços de combate ao vírus, não só nos países mais afetados, mas também nos Estados vizinhos com fortes ligações comerciais.

O veterinário-chefe da FAO disse ainda que isso é mais grave em relação ao H7N9, já que ele não causa nenhum sinal clínico nas aves, dificultando a detecção.

A FAO já disponibilizou US$ 2 milhões, mais de R$ 4 milhões, em fundos de emergência doados pela Agência americana para o Desenvolvimento Internacional, Usaid, para iniciar os esforços de combate ao H7N9.

Combate

A FAO e a Usaid disseram que é necessário mais trabalho para combater os vírus. A curto prazo, isso inclui uma contínua vigilância.

Segundo as organizações, a emergência no combate ao problema serve como um aviso de que as novas ameaças de doenças não representam uma exceção, mas sim, uma consequência previsível de acontecimentos. 

Ainda sobre a longa luta contra o H7N9 e outros vírus, a FAO e a Usaid querem que os países invistam na melhoria do sistema de compra e venda de aves.