OIM aponta entraves para retorno de etíopes vítimas do tráfico humano

13 setembro 2013

Nesta semana, agência apoiou regresso de 71 migrantes que viviam na Somalilândia; testes médicos revelam que visados teriam vivido sem alimentação decente durante semanas no território do Corno de África.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que continua a identificar o abuso e a exploração de identidades relacionadas ao contrabando e ao tráfico humano no Corno de África e no Iémen.

Em nota emitida, esta sexta-feira, em Genebra, a agência dá conta do retorno de 71 migrantes etíopes que viviam em Hargeisa nos territórios da Somalilândia.

Exames de Saúde

Após meses de dificuldades nas mãos de traficantes, o grupo estava sem meios de retornar a casa. Nesta semana, a operação de retorno dos etíopes envolveu três autocarros, a distribuição de alimentos e de bebidas e exames de saúde para os retornados.

Nos testes, realizados imediatamente antes da partida, foi detetado que vários integrantes do grupo ficaram semanas sem uma refeição decente.

Recursos

A OIM estima que milhares de imigrantes etíopes embarcam anualmente em navios inseguros, para atravessar o Mar Vermelho em direção ao Iémen. Do país partem para outras nações, com destaque para a região do Golfo Pérsico.

A agência disse que, apesar de haver muito mais a ser feito, é confrontada com recursos limitados. Somente este ano, foi apoiado o regresso voluntário de 123 migrantes etíopes dos territórios da Somalilândia e da  Puntlândia.

A operação que envolve as autoridades da Etiópia e Somália, faz parte do Programa de Migração Mista Regional financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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