Crescimento econômico global continua desacelerado, avalia Unctad
BR

12 setembro 2013

Cinco anos após o início da crise econômica global, relatório indica que países devem mudar estratégias; crescimento da produção mundial continua em queda, de 4,1% em 2010 para 2,1% este ano.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Cinco anos após o início da crise financeira global, a economia mundial continua em “desordem”, na avaliação da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Em relatório, lançado nesta quinta-feira, a Unctad prevê que o crescimento da produção global irá desacelerar este ano, atingindo 2,1%. Em 2010, o crescimento havia sido de 4,1%. 

De Genebra, o economista da Unctad, Rolf Traeger, explicou, em entrevista à Rádio ONU, as causas para a desaceleração.

Crédito e Empregos

“São principalmente as políticas que foram adotadas nos países desenvolvidos. Houve um grande estímulo monetário, mas o grande problema foi que esse estímulo não foi acompanhado de uma expansão do crédito do setor bancário e financeiro às empresas. Então isso impediu o maior investimento das empresas e uma maior geração de empregos.”

O relatório “Comércio e Desenvolvimento 2013” destaca não ser solução reverter as estratégias de crescimento para o modelo adotado antes da crise.

Impactos

Sobre os países emergentes, como o Brasil, Rolf Traeger informa algumas das previsões da Unctad.

“O que se prevê é que neste ano de 2013, dois terços do crescimento da economia mundial sejam devido ao países em desenvolvimento e aos países emergentes. A fraqueza do crescimento econômico nos países desenvolvidos tem impacto direto sobre as perspectivas de crescimento dos países em desenvolvimento. E é isso que os países em desenvolvimento e os emergentes, como China, Índia, Brasil e África do Sul, estão experimentando atualmente.”

Estratégias

O economista da Unctad ressalta a necessidade de uma mudança das estratégias econômicas. Os países desenvolvidos devem enfrentar as causas da crise, como a desigualdade da renda e a diminuição da participação do Estado na economia.

Já as nações emergentes têm o desafio de mudar seu modelo de desenvolvimento, para que seja menos focado nas exportações e mais voltado à demanda interna e regional.

 

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