Sede da ONU abriga exibição com obras de artesãs brasileiras
BR

11 setembro 2013

Projeto inclui trabalhos de 15 mulheres de vários estados do país; iniciativa está sendo apoiada pelo Sebrae e traz documentário com histórias das artesãs e como o ofício delas ajudou a melhorar as condições de vida em suas respectivas comunidades.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A sede das Nações Unidas, em Nova York, abriu suas portas para uma exibição de artesanato brasileiro feito por 15 mulheres de várias estados do país.

O projeto, batizado de “Mulheres Artesãs Brasileiras” conta com um guia bilíngue e um documentário sobre a história das artesãs, e como elas conseguiram melhorar as condições de vida de suas comunidades.

Redes

A exibição também homenageou as 15 artesãs, como conta Maria Miguel de Oliveira, a Rosinha, do Ceará. Segundo ela, a produção de redes gerou um comércio local com dignidade para ela e os demais artesãos.

“Foi com o trabalho da rede que erradicamos mortalidade infantil, anafalbetismo, pobreza na nossa comunidade. Hoje, todas as famílias têm vida digna. Nós iniciamos, e  mais duas irmãs com deficiência física, na década de 80, quando o Sebrae fez um diagnóstico do meu município, que é Várzea Alegre. Eles nos encontraram produzindo este trabalho, debaixo de uma árvore.”

A coordenadora do Projeto Mulheres Artesãs afirmou que o artesanato ajuda as mulheres a unir suas famílias.

Família

“São mulheres que têm uma preocupação com a questão ambiental. A Monica, trabalha com diversidade, dona Rosinha trabalha com a questão da educação na sua comunidade. No Brasil, as mulheres têm orgulho de fazer o artesanato e de mudar a história de suas comuniddes com o artesanato. Elas têm orgulho de ter o seu próprio dinheiro e cuidarem da sua vida, e têm o orgulho de agregar a família.”

O projeto Mulheres Artesãs está sendo patrocinado pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas, Sebrae. O artesanato do país tem uma loja de representação e

Mulheres Artesãs Brasileiras

distribuição em Nova York.

Biodiversidade

Tania Machado disse que os compradores americanos fazem encomendas em média de US$ 10 mil, equivalentes a mais de R$ 20 mil. Eles costumam voltar para comprar mais.

A artesã carioca, Monica Carvalho, que trabalha com peças para promoção da biodiversidade, vende para os Estados Unidos e para a Grã-Bretanha. Nesta entrevista à Rádio ONU, ela conta que aprendeu a negociar com o passar dos anos.

“O principal é você saber quanto que aquilo custou pra você. Uma coisa que a gente fala muito é sobre o que custou. E eu estabeleço aquele preço. Em cima daquilo, eu posso começar a negociar. Mas ele tem o preço mínimo de negociação.”

Para Monica Carvalho, o artesanato não pode ser medido como um outro produto qualquer por envolver arte e tempo.

“Existe um tempo, uma dedicação e um esmero de nós artesãos, que somos completamente obsessivas. Eu acho que um bom artesão é tudo obsessivo.”

A exibição Mulheres Artesãs Brasileiras foi inagurada no último dia 9 e deve ficar em cartaz até o dia 25.

 

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