Portugal analisa mudanças em movimentos migratórios no século 21
BR

11 setembro 2013

Governo diz que imigração qualificada é superior àquela registrada 10 anos atrás, mas ainda há muitos profissionais com curso superior que acabam aceitando postos abaixo de sua formação acadêmica por falta de oportunidades.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Governo de Portugal está analisando os movimentos migratórios de portugueses que saem do país à procura de empregos e oportunidades profissionais no exterior.

Contrariando o fluxo migratório de décadas anteriores, muitos portugueses com formação superior estão deixando sua terra natal para trabalhar em outros países incluindo as nações lusófonas como Angola, Brasil e Moçambique.

Novas Levas

Nesta entrevista à Rádio ONU, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, falou sobre as novas levas de migrantes. Cesário está visitando estados americanos que concentram grande parte de lusodescendentes como Rhode Island e Massachusetts.

“É um fenômeno imigratório com uma complexidade impressionante. Os quadros qualificados são muito mais do que há 10 anos, mas no conjunto das pessoas que saem de Portugal para trabalhar no estrangeiro ainda são muito poucos sobretudo aqueles que conseguem esses lugares mais qualificados. É preciso estabelecer aqui quem têm habilitações acadêmicas e quem vai desempenhar funções como quadros. Eu conheço muitos licenciados que vão trabalhar na construção civil. Por que? Porque não têm empregos compatíveis com suas habilitações.”

Sinergia e Intercâmbios

José Cesário também falou dos esforços do Governo de Portugal de procurar criar intercâmbios e sinergias com líderes portugueses que vivem dentro e fora do país.

“Um dos aspectos centrais para nós é conseguir pôr todos, mais ou menos, em contato um com outros. Tentar que haja articulação, trabalho conjunto. Uma das coisas que me trazem a Nova York, por exemplo, é tentar pôr a estes líderes locais jovens em contato com alguns dos antigos.”

Dados oficiais revelam que existem 5 milhões de lusodescedentes vivendo fora de Portugal. O número equivale a 50% da população portuguesa atual.

O secretário de Estado José Cesário informou que esses dados não incluem, no entanto, o número de portugueses ou lusodescendentes vivendo no Brasil.

 

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