Unctad revela que cenário de investimento global continua sombrio

9 setembro 2013

No Fórum de Investimento Internacional, que decorre esta semana na China, chefe da agência considera imperativo orientar investimentos para resultados de desenvolvimento sustentável.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento ressaltou que a rota global de recuperação de investimentos continua acidentada, e é marcada pela relutância dos atores em expandir os seus negócios.

Falando na cidade chinesa de Xiamen, o secretário-geral da agência, Mukhisa Kituyi, disse que o fenómeno deve-se à fragilidade económica generalizada e à incerteza política.

Contração

Em 2012, o investimento direto estrangeiro global contraiu em até 18%, segundo o Relatório do Investimento Global da Unctad.

Apesar do ambiente considerado “sombrio”, pela primeira vez, os países em desenvolvimento atraíram o maior investimento estrangeiro direto do que os mais desenvolvidos, ao receberem 52% dos fluxos totais.

Desenvolvimento Sustentável

No evento, a Namíbia fez alusão à parceria entre a China e entidades sub-regionais como a Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral, Sadc, e a Comunidade da África Oriental como um campo de atuação para o Unctad.

Para o vice-primeiro-ministro namibiano, Marco Hausiku, a agência pode ajudar a nutrir cadeias de valor regionais e nacionais, especialmente com a impossibilidade de participação efetiva de blocos nas cadeias globais.

A importância dos movimentos é que “podem ajudar a estimular a transferência de tecnologia, as habilidades e a criação de empregos.”

Cooperação Sul-Sul

O secretário-geral da Unctad considerou imperativo orientar tal investimento para resultados de desenvolvimento sustentável.

Xiamen acolhe esta semana o Fórum de Investimento Internacional, IIF,  e a 17ª. Feira Internacional da China para o Investimento e Comércio, Cifit.

As restrições dos países para lidar com os desafios de crescimento, a necessidade de novas estratégias e o reforço da cooperação Sul-Sul foram as maiores preocupações relativas à economia global levantadas no evento. A inquietação tem a ver com as implicações para os países em desenvolvimento.

*Apresentação: Denise Costa.