HIV/Sida: recomendado apoio para agentes de cuidados domiciliários

9 setembro 2013

Estudo apoiado pelo Onusida defende que continuação da atuação dos prestadores de cuidados sem o risco de se tornarem mais pobres.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

É  necessário garantir proteção social aos agentes de cuidados domiciliários para pacientes de HIV, para que prestem serviços sem o risco de se tornarem mais pobres, defende um estudo realizado em África.

O Programa da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, apoiou a pesquisa que recomenda, ainda, ações que estimulem oportunidades para gerar renda ou remuneração, enquanto continua a prestação de cuidados essenciais.

Eficácia

O trabalho realizado na Etiópia, no Malawi, na África do Sul e na Zâmbia, revela que a espinha dorsal de cuidados e do apoio da eficácia dos programas contra o HIV são os agentes de cuidados comunitários.

As ações domiciliárias em relação à prevenção, ao tratamento e ao apoio aos pacientes que vivem com o vírus que provoca a Sida foram o foco da pesquisa.

Medicamentos e Apoio

O papel dos agentes registou uma evolução de visitantes e prestadores de cuidados dos doentes para funções sociais “tão importantes como às de clínicas, tais como a entrega de medicamentos, adesão ao tratamento e apoio psicossocial.”

Com oito em cada 10 pacientes infetados pelo HIV a receber tratamento, a Zâmbia é o que regista maior cobertura seguida pelo Malawi, com 67%, pela África do Sul, com 66%, e pela Etiópia com 56%.

A tendência global observada nos ministérios de saúde é a da criação de postos de profissionais que atuem na comunidade, alargando o alcance dos cuidados de saúde formais para as comunidades e residências.

Reforço

Reagindo ao relatório, a Rede de Ação Cuidadores afirmou que foi revelada a necessidade de reconhecer e de remunerar de forma adequada os conhecimentos e experiências para reforçar planos de cuidados de saúde primária.

Durante a Conferência Internacional da Sida realizada há três anos, em Viena, foi destacada a importância de elevar para o topo da agenda dos  cuidados e do apoio a importância dos agentes comunitários. A edição do evento que decorreu no ano passado, recomendou que fossem recolhidos mais dados sobre o tipo de atuação.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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