No Iraque, ONU pede transferência pacífica de exilados iranianos

7 setembro 2013

Reação da organização segue-se à notícia de movimentação de famílias exiladas de membros da Organização Mujahideen do Povo do Irão para uma antiga base militar dos Estados Unidos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante adjunto do Secretário-Geral da ONU no Iraque pediu ação responsável e contenção para evitar qualquer tipo de violência durante o processo de transferência de um grupo de exilados iranianos no país.

Os envolvidos são membros da Organização Mujahideen do Povo do Irão, Ompi, e suas famílias, que devem passar dos acampamento de Ashraf para o de Hurriya, perto de Bagdad.

Empenho

Para Gyorgy Busztin, as Nações Unidas têm feito esforços incansáveis para facilitar um acordo entre as partes envolvidas, além de demonstrar empenho extraordinário para que a mudança seja pacífica.

Ashraf foi formado em 1980, após os residentes terem sido acolhidos pelo então presidente do Iraque, Saddam Hussein, quando decorria a guerra contra o Irão. Na altura, a ala militar do Ompi combateu ao lado de soldados iraquianos.

Ataque

Hurriya é uma antiga base militar dos Estados Unidos que alberga mais de 3 mil pessoas. Este ano, o local foi alvo de ataques atribuídos a grupos armados considerados aliados do vizinho Irão.

De acordo com o responsável, a Missão da ONU no Iraque, Unami, foi informada de que o Governo do país notificou para a movimentação dos moradores do acampamento de Ashraf para Hurriya.

Medidas

O responsável disse que a organização acredita que as autoridades iraquianas tomem medidas para que se faça cumprir a ordem sem demora, e manifestou prontidão para acompanhar o processo. Para ele, um acordo deve ser alcançado entre todas as partes envolvidas para que a transferência seja voluntária.

Busztin disse esperar que todas as partes possam agir de forma responsável, e que o processo de deslocação para o Acampamento Hurriya seja pacífico.

Divergências

Após ter participado na Revolução Islâmica de 1979, o Ompi teve divergências com as novas autoridades de então. De acordo com agências noticiosas, vários líderes do grupo foram executados e, em 1981, a liderança foi obrigada a deixar o Irão para Paris.

No início de 1980, vários assassinatos de altos funcionários iranianos foram atribuídos ao grupo, no mesmo ano em que o Acampamento de Ashraf foi instalado.

O Ompi teria concordado em desarmar após a invasão norte-americana ao Iraque em 2003. Entretanto, as novas autoridades iraquianas, de maioria xiita, teriam insistido que o grupo deixasse o país.

 

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