Acnur anuncia reunião ministerial sobre crise humanitária síria
BR

4 setembro 2013

Encontro, no dia 30 de setembro, busca pedir apoio internacional para os países que abrigam refugiados; só neste ano, a Jordânia teve uma despesa de US$ 2 bilhões para garantir água, educação e saúde aos civis da Síria.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, fará uma reunião com ministros de todo o mundo no dia 30 de setembro, sobre os desafios humanitários na Síria e região.

Nesta quarta-feira, o chefe do Acnur, António Guterres, teve um encontro em Genebra com os ministros das Relações Exteriores do Iraque, da Jordânia, do Líbano e da Turquia.

Impactos Econômicos 

Eles anunciaram que buscam apoio urgente e uma expansão da ajuda internacional para a região. O total de sírios refugiados em nações vizinhas ultrapassou a marca de 2 milhões, segundo o Acnur.

Os ministros expressaram “profunda preocupação com a piora da crise humanitária na região” e citaram que por abrigar um grande número de sírios, as economias de seus países sofrem “impactos arrasadores”.

Pressão

O Líbano está hospedando 720 mil sírios que fugiram do conflito e os sistemas de saúde, educação, água e saneamento já estão com a capacidade esgotada.

Outros mais de 500 mil sírios estão refugiados na Jordânia, levando a um aumento de 11% da população do país. Por isso, há pressão nos recursos, serviços e infraestruturas. O custo de abrigar refugiados já atingiu os US$ 2 bilhões, ou R$ 4 bilhões, para a economia da Jordânia.

Bombas de Fragmentação

A Turquia é casa para mais de 460 mil sírios que fugiram da guerra civil. Muitos estão morando nos 21 acampamentos, recebendo abrigo e serviços de saúde. O governo turco diz que gastou US$ 2 bilhões para atender à demanda dos refugiados.

O Iraque e o Egito são outros países da região que receberam centenas de milhares de sírios.

Também nesta quarta-feira, em Genebra, a Campanha Internacional para a Proibição das Minas Terrestres afirmou que foram usadas bombas de fragmentação em pelo menos 152 locais na Síria, no período de um ano.

Em uma coletiva de imprensa, no complexo das Nações Unidas, a ONG apresentou um relatório que aponta o uso extensivo dos explosivos pelas forças do governo sírio para bombardear áreas civis.

 

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