Em Nairobi, agências da ONU discutem luta global contra a má nutrição

28 agosto 2013

Encontro reúne especialistas que trabalham em África pelo fim da desnutrição; na África Subsaariana, 40% das crianças menores de cinco anos são consideradas raquíticas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas estão a realizar em Nairobi, no Quénia, um encontro com especialistas de várias de suas agências que trabalham no continente pelo fim da desnutrição.

Segundo a revista médica especializada “The Lancet”, dos 34 países onde ocorrem 90% dos casos de nanismo no mundo, 22 são em África, o que equivale a mais da metade das nações com o problema.

Nanismo

Países como Etiópia, Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo, Sudão, Tanzânia e Uganda, fazem parte da lista de 14 nações onde vivem 80% de todas as crianças que sofrem nanismo.

Na África Subsaariana, 40% dos menores de cinco anos são considerados raquíticos. Na reunião em Nairobi, participantes de 17 nações africanas e representantes globais das agências da ONU compartilham conhecimento sobre deficiências de nutrição no continente.

Apoio Conjunto

No encontro, que termina esta quarta-feira, também estão a ser discutidas maneiras de reforçar a ação conjunta para combater desnutrição.

A reunião marca ainda o lançamento oficial da Rede do Sistema da ONU para Ampliação da Nutrição, SUN.

Danos Irreversíveis

A plataforma, com participação de várias agências, deve ampliar os esforços das Nações Unidas em partilhar conhecimento com países que pedem ajuda para a luta contra a má nutrição.

O coordenador da rede SUN, David Nabarro, destaca que é cada vez mais reconhecido que a falta de nutrientes causa danos irreversíveis ao corpo e à mente das crianças, além de afetar o seu futuro.

Nabarro destaca que os países estão a dar maior importância à nutrição como prioridade ao desenvolvimento e á procura de apoio para programas que garantam alimentação adequada para todos, em especial grávidas e crianças.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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