Acnur condena nova vaga de violência na República Democrática do Congo

27 agosto 2013

Representante da agência alerta que ataques podem ser considerados crimes de guerra; número de refugiados aumenta na capital da província do Kivu Norte.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas afirmaram que os ataques deliberados a civis, na República Democrática do Congo, poderão ser classificados de crimes de guerra.

O alerta esta terça-feira ocorre dias depois de uma nova vaga de ataques entre os rebeldes do Grupo M23 e as forças do governo congolês, nos arredores da cidade de Goma, localizada no leste do país africano.

Acampamentos

O porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, falou sobre os combates do fim de semana que deixaram milhares desabrigados.

Edwards referiu que pelo menos três pessoas morreram e cinco ficaram feridas no sábado de manhã quando uma granada foi lançada em Ndosho, no subúrbio de Goma. Um segundo ataque, no mesmo dia, contra três acampamentos temporários deixaram mais de 14 mil deslocados internos.

Violência

O porta-voz do Acnur disse que os civis não podem ser alvejados no conflito. Segundo ele, a capital da província do Kivu Norte está repleta de civis que fogem da violência desde o ano passado. De 2012 até agora, mais de 150 mil congoleses foram forçados a abandonar as suas casas para fugir do fogo cruzado.

O Acnur informou que neste momento a população procura abrigo no país vizinho, Burundi. Cerca de 60% deles são crianças.

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco, é comandada pelo general brasileiro, Carlos Alberto dos Santos Cruz.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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