OMS registra bons resultados com estratégia de higiene das mãos
BR

23 agosto 2013

Plano tem como alvo os trabalhadores da saúde; agência da ONU afirmou que as infecções associadas a esses funcionários representam grande ameaça à segurança dos pacientes no mundo inteiro; situação é mais grave na UTI.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, registrou bons resultados na estratégia para melhorar a higiene das mãos entre os trabalhadores do setor.

Segundo a OMS, as infecções associadas a esses funcionários representam uma grande ameaça à segurança dos pacientes no mundo inteiro.

Transmissões

A agência da ONU afirmou que a maioria das transmissões de vírus e bactérias ocorridas nos hospitais tem como origem as mãos de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde.

A estratégia deu resultado positivo em seis cidades da Arábia Saudita, Costa Rica, Itália, Mali e Paquistão. As boas práticas de higiene implementadas, inicialmente, em 43 hospitais desses países aumentaram de 51% para 67%.

O estudo da OMS mostrou que as infecções mais comuns são as nas vias urinárias e nos locais onde ocorreram cirurgias. Além disso, o documento cita casos de pneumonia e de infecções no sangue.

Países

De cada 100 pacientes internados em hospitais nos países desenvolvidos, 7% acabam contraindo algum tipo de infecção. Nos países em desenvolvimento, esse índice sobe para 10%.

A OMS alerta que nos casos dos pacientes em estado crítico internados em UTIs, o número de infecções aumenta para 30%.

Estratégia

A estratégia da organização tem cinco pontos básicos que podem ser seguidos facilmente pelos funcionários da saúde.

Eles devem lavar ou desinfetar as mãos antes de tocar no paciente, antes de usar qualquer instrumento e depois de terem contato com qualquer fluído do corpo.

A OMS diz que a higiene deve ser feita também depois de o funcionário tocar no paciente e nos materiais que estão ao redor do doente.

Dessa forma, a agência da ONU espera reduzir ainda mais o número de infecções. Até agora, a estratégia já foi utilizada em mais de 15 mil hospitais e clínicas espalhadas por 168 países.

 

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