Apelo à reflexão marca Dia de Tráfico de Escravos e da sua Abolição

23 agosto 2013

Unesco incentiva realização de eventos para analisar fenómeno; há 222 anos teve início a revolta que culminou com primeira vitória de escravos sobre os seus opressores na antiga Ilha de Santo Domingo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, assinala, neste 23 de agosto, o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e da sua Abolição.

A agência estimula a realização de eventos sobre a data, que foi instituída para promover uma reflexão maior sobre o fenómeno por parte dos povos.

Rota do Escravo

A Unesco lembra que na noite de 22 para 23 de agosto de 1791 iniciou a revolta que viria a desempenhar um papel crucial na abolição do tráfico transatlântico de escravos, na Ilha de Santo Domingo.

A independência haitiana foi o culminar da primeira vitória de escravos sobre os seus opressores, no território que compreende atualmente o Haiti e a República Dominicana.

Reconciliação

A agência definiu a contribuição para a reflexão coletiva sobre o tema como um dos objetivos do  projeto intercultural “A Rota do Escravo”. A iniciativa, lançada há 19 anos, pretende levar à análise crítica sobre as condições e modalidades para uma reconciliação e aproximação dos povos em torno das heranças partilhadas da escravatura.

A Unesco considera oportuno destacar as causas históricas, os métodos e as consequências do tráfico para meditar sobre as interações que originaram o tráfico que envolveu regiões como África, Europa, Américas e Caraíbas.

A entidade da ONU destaca ainda o envolvimento de jovens, de educadores, de artistas e de intelectuais nos debates do Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e da sua Abolição.

 

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