Autoridades egípcias instadas a tratar detidos de forma humana

20 agosto 2013

Escritório da ONU para os Direitos Humanos quer garantias judiciais sob o direito internacional para os detidos; entidade cita relatos da prisão de centenas de membros da Irmandade Muçulmana nos últimos dias.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para Direitos Humanos pediu que todas as pessoas privadas de liberdade sejam tratadas de forma humana e que lhes sejam conferidas as garantias judiciais sob o direito internacional no Egito.

Um comunicado, lançado esta terça-feira, em Genebra, reitera o apelo às autoridades do país para que determinem o envio de agentes de direitos humanos do escritório para avaliar a situação no terreno.

Irmandade Muçulmana

O pronunciamento foi feito no dia em que agências de notícias anunciaram a detenção no Cairo, do líder mais proeminente da Irmandade Muçulmana do Egito. Mohammed Badie era procurado por suposta incitação à violência e assassinato.

No país, vigora o estado de emergência como parte da resposta de forças de segurança para tentar conter os protestos de apoiantes do deposto presidente Mohammed Mursi. Estima-se que a série de ações tenha provocado cerca de 900 mortos desde a última quarta-feira.

Detenções

O escritório cita relatos apontando para a detenção de centenas de membros da Irmandade Muçulmana nos últimos dias, incluindo vários dos seus seus líderes.

A entidade manifestou-se alarmada com a contínua violência no Egito, tendo feito eco à condenação do Secretário-Geral feita, esta segunda-feira, após a emboscada que resultou na morte de 25 polícias egípcios na Península do Sinai.

O escritório também considerou profundamente perturbador e que tem o dever de ser investigada a morte de 36 prisioneiros na noite de sábado, que estavam sob custódia da polícia egípcia.

 

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