Comissão da ONU analisa situação dos Direitos Humanos na Coreia do Norte
BR

16 agosto 2013

Grupo vai realizar audiências públicas com testemunhas que fugiram do país; na agenda estão marcados também encontros com autoridades do governo sul-coreano, de várias Ongs e de instituições de pesquisa.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Uma Comissão de Inquérito da ONU vai analisar a situação dos Direitos Humanos na Coreia do Norte.

O chefe do grupo, Michael Kirby, disse que as audiências públicas vão começar na semana que vem em Seul, na Coreia do Sul, com várias testemunhas, incluindo pessoas que fugiram recentemente do país.

Alerta

Segundo Kirby, a decisão do painel de realizar o encontro público foi para alertar a comunidade internacional sobre as condições dos Direitos Humanos na Coreia do Norte.

O presidente da Comissão de Inquérito disse que até agora o governo norte-coreano ainda não respondeu aos pedidos feitos pela ONU para que sua equipe, formada por três especialistas, possa entrar no país.

Ele afirmou que o grupo está vendo esse inquérito de forma imparcial e sem qualquer concepção prévia. Kirby é um juiz australiano e acadêmico com vasta experiência internacional.

Os outros membros são o relator especial Marzuki Darusman, da Indonésia, e Sonja Biserko, da Sérvia.

Participação

Kirby afirmou que a Comissão está buscando também a participação do governo norte-coreano nas audiências, mas não obteve nenhuma resposta até o momento.

O grupo foi criado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em março, e recebeu mandato de um ano para investigar as alegadas violações sistemáticas dos direitos humanos na Coreia do Norte.

A Comissão vai investigar também até que ponto qualquer das violações que possam ter acontecido podem representar crimes contra a humanidade.

Conclusões

Os trabalhos do grupo vão começar na terça-feira e devem durar quatro dias. O objetivo é ouvir as declarações de aproximadamente 30 pessoas no campus da Universidade Yonsei.

A Comissão vai se reunir também com autoridades do governo sul-coreano, de várias Ongs e de instituições de pesquisa.

No mês que vem, os especialistas farão um relato oral sobre suas conclusões no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra e em outubro, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O relatório final será enviado ao Conselho de Direitos Humanos, em março de 2014.

 

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