Estudos feitos em África revelam razões para investimentos em pesquisa

15 agosto 2013

Relatório da OMS aponta pesquisas sobre a infeção da malária e o tratamento da leishmaniose visceral, que afeta a pele: Malaui acolheu estudo sobre impacto da tranferência de dinheiro para serviços de saúde.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os resultados de exames realizados maioritariamente em África, são apontados pela Organização Mundial da Saúde, OMS, como razões para incentivar o investimento global em pesquisas do setor.

A recomendação vem contida no Relatório Mundial da Saúde 2013, lançado esta quinta-feira, em Genebra. O documento tem como destaque a pesquisa para a cobertura universal na área. 

Impacto 

Um dos destaques é a realização de estudos sobre a infeção da malária e o tratamento da leishmaniose em países do continente. Parcialmente,  África acolheu uma pesquisa sobre o impacto das transferências de pagamentos em dinheiro para ser usado em serviços de saúde.

A Guiné-Bissau é referida pela evolução da pesquisa devido à “forte influência de doadores internacionais e de parceiros técnicos”, que concederam fundos e impulsionaram o conhecimento científico.

O Projeto Saúde Bandim, o Laboratório Nacional de Saúde Pública, o Departamento de Epidemiologia e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa integram técnicos estrangeiros na análise da redução da mortalidade infantil.

Malária

O estudo revela que uma pesquisa realizada em 22 países africanos destacou o valor de ampliação e da manutenção da cobertura de redes mosquiteiras tratadas com inseticida em áreas endémicas da malária.

O uso de redes tratadas foi associado ao menor número de infeções pela doença e à redução da mortalidade em crianças.

Ensaios

O tratamento curto e com menos resistência do calazar, como é conhecida a leishmaniose visceral que afeta a pele, foi revelado numa pesquisa que combinou o estiboglunato de sódio e o antibiótico paramicina. A segunda etapa dos ensaios foi feita na Etiópia, no Quénia, no Sudão e no Uganda.

O Malaui acolheu um estudo que constatou que o dinheiro condicional pode estimular a utilização dos serviços de transferência de pagamentos monetários permitindo melhores resultados nos serviços de saúde. O Brasil foi um dos três países onde decorreram as investigações.

 

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