ONU lembra lançamento de bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki

6 agosto 2013

Secretário-Geral destaca luta contra a visão errónea de que a segurança é alcançada por meio da busca de domínio e ameaças de aniquilação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas lembraram esta terça-feira os 68 anos do lançamento das bombas atómicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que causou a morte de centenas de milhares de pessoas no fim da Segunda Guerra Mundial.

No memorial da Hiroshima, uma mensagem do Secretário-Geral da ONU homenageou os mortos e os feridos graves. A nota foi apresentada pela secretária executiva da Comissão Económica e Social para a Ásia e o Pacífico, Noeleen Heyzer.

Horrores

Os sobreviventes foram aclamados pelo chefe da ONU, devido às ações de educação do público, “especialmente aos jovens, sobre os horrores da guerra nuclear e a importância do desarmamento nuclear.” 

Ban destacou a participação de dezenas de milhares de pessoas em atos para recordar a data, em todo o mundo.

Desejo

Na Conferência sobre o Desarmamento, em Genebra, uma cerimónia solene foi marcada pelo discurso do embaixador japonês junto à ONU, Mari Amano. Ele disse que, desde 1945, ainda não cessou o desejo do povo japonês de eliminar totalmente as armas nucleares.

Como referiu, embora o número de armas nucleares esteja a diminuir, o Japão não está satisfeito com o ritmo, especialmente por estar “ciente da devastação que pode ser causada por uma única explosão atómica.” 

Fronteiras

O diplomata citou o ministro das Relações Exteriores japonês afirmando que, como único país que já sofreu bombardeamentos atómicos, é sua missão passar a história sobre o tremendo sofrimento em Hiroshima e Nagasaki por fronteiras e por gerações.

Em Nova Iorque, o chefe da ONU disse que a organização estava de mãos dadas com a nova geração de cidadãos de Hiroshima que trabalha para construir uma era de mais paz, segurança e justiça para todos.

Domínio

O responsável disse que a união está em torno da luta contra a visão errónea de que a segurança é alcançada por meio da busca de domínio e das ameaças de aniquilação militar mútua.

No evento, o  presidente da Assembleia Geral disse que apesar de várias medidas da organização o mundo continua a viver sob a sombra ameaçadora da aniquilação.

Ameaça

Para Vuk Jeremic, deve ser mantida a atenção do mundo na proliferação de armas nucleares, que lembrou que constitui uma grave ameaça à paz.

Em Setembro, a ONU vai organizar a primeira reunião de alto nível da Assembleia Geral sobre o desarmamento nuclear. Jeremic disse esperar que o evento seja um  passo significativo para cumprir a meta de remover as armas atómicas para que jamais se repita o sofrimento de Hiroshima e Nagasaki.

 

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