FAO reafirma luta contra peste de pequenos ruminantes na África Austral

5 agosto 2013

Agência estima que 12 milhões de ovinos e caprinos estejam em risco em países como Malaui, Moçambique e Zâmbia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, garantiu que vai continuar a dar apoio técnico contra as ameaças à segurança alimentar na África Austral, num encontro sobre a peste dos pequenos ruminantes.

O representante adjunto da agência, Alick Nkoma, disse que qualquer ameaça do problema nos países e da região devem ser tratada, falando num evento do bloco que abordou o tema no Malaui.

Moçambique

A FAO apoia o controlo da doença que coloca em risco 12 milhões de ovinos e caprinos no Malaui, em Moçambique e na Zâmbia. Na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, estima-se que 50 milhões de animais estejam em risco.

Falando à Rádio ONU, de Roma, a veterinária da FAO, Katinka de Bulogh destacou os danos que podem ser causados pela doença, principalmente às famílias mais pobres.

Perdas

“É uma doença que se transmite de animal em animal e com sintomas respiratórios similares aos da peste bovina, a primeira doença a ser erradicada no mundo. Ao serem comparados, a peste bovina matava mais velozmente. A peste dos pequenos ruminantes pode causar a morte dos animais e, assim, perdas económicas. (A doença) pode ser prevenida através de uma vacina”, contou. 

A FAO anunciou uma parceria com os três países em risco para evitar uma maior propagação da doença, através do Programa de Cooperação Técnica Regional. À luz da iniciativa, os ministérios de tutela executam tarefas conjuntas durante o período de 2013 a 2015.

Diagnóstico

O projeto envolve melhorar o conhecimento e a conscientização, além do reforço da capacidade de diagnóstico e de controlo da doença.

O plano prevê também o lançamento do alerta precoce, além da preparação nacional e regional com o fornecimento de reagentes, banco de vacinas e outros materiais de diagnóstico para os países da Sadc.

Decisões

O projeto inclui que sejam feitos estudos socioeconómicos e a difusão de informações para a tomada de decisões sobre mecanismos de controlo de doenças transfronteiriças.

A peste dos pequenos ruminantes foi detetada pela primeira vez na Costa do Marfim em 1942, tendo sido confirmada no Senegal, no Gana e na Nigéria.

Em 2008, alastrou-se para o sul de Angola, para a República Democrática do Congo e a Tanzânia. Os países três países abordaram as suas experiências com a doença e os conhecimentos sobre a prevenção do seu alastramento.

 

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