Banco Mundial aposta em criar centros de excelência na África Ocidental

5 agosto 2013

Propostas para desenvolver a iniciativa estão abertas até 2 de setembro; acesso ao ensino superior é distribuído de forma desigual na região com mais países de África.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial lançou um concurso para a criação de Centros de Excelência em Ciência e Tecnologia para instutuições de ensino superior da África Ocidental.

As propostas para desenvolver a iniciativa devem ser encaminhadas até 2 de setembro, no projeto levado a cabo em parceria com a Associação das Universidades Africanas, AAU.

Agricultura

O órgão financeiro destaca a necessidade de se repensar o ensino superior no continente. Com o projeto, pretende-se fortalecer o ramo em áreas como agricultura, engenharia, saúde, mineração, ciência e tecnologia.

A iniciativa deve apoiar as instituições de ensino da região no desenvolvimento de centros regionais virados às matérias, com o objetivo de consolidar as competências científicas e a especialização locais.

Renome

A escolha da África Ocidental é sustentada pelo facto de agregar o maior número de países do continente.

De acordo com o órgão, cada nação conta com o seu próprio sistema universitário, onde são notáveis "com universidades públicas e privadas de renome."

Ganhos

No entanto, o acesso ao ensino superior é distribuído de forma desigual. Um dos exemplos é o da Nigéria, o maior país da sub-região, com 47 universidades, enquanto a Gâmbia, o menor tem apenas uma.

Os escassos recursos humanos e financeiros estão espalhados de forma díspar em toda a sub-região, que nos últimos 10 anos registou ganhos considerados extraordinários na educação.

No Senegal, por exemplo, 79% dos estudantes estão matriculados na escola primária, contra os 46% de 1990. Cresce, igualmente, o número de estudantes a terminar a escola primária, com as escolas a matricular um número sem precedentes de alunos do sexo feminino.

 

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