Possibilidade de novas medidas táticas após fim de ultimato em Goma

1 agosto 2013

Em entrevista à Rádio ONU, chefe das forças da Monusco descreve situação como calma, após fim do prazo de 48 horas para desarmar indivíduos armados na zona de segurança estabelecida na capital do Kivu Norte.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU na República Democrática do Congo, RD Congo, pode avançar com outras medidas táticas, após o fim do prazo de 48 horas para a entrega de armas pelos indivíduos armados não integrantes das forças congolesas em Goma. O prazo dado pela Monusco expirou na tarde desta quinta-feira.

Em entrevista à Rádio ONU, de Kinshasa, o chefe das forças da ONU no país, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que o objetivo foi cumprido.

Caso a Caso

“Mesmo após o término do período que se considerou para qualquer elemento daquela área fazer a opção voluntária de depor as armas, a situação continua completamente calma e sem nenhum problema. Esse era o nosso objetivo, que não se tenha qualquer ameaça próximo à cidade. O Congo é um país muito grande, existem muitos grupos armados e problemas. Vamos estudar caso a caso e sem dúvida nenhuma vamos dar novos passos para tentar proteger a população e tentar levar o máximo possível da paz para o povo congolês”, disse.

A maior cidade do leste do país é habitada por cerca de 1 milhão de pessoas. Os rebeldes do grupo armado M23 tem participado em confrontos com o Exército congolês.

Medidas

Após o ultimato dado aos grupos armados em Goma, o oficial colocou a hipótese de expandir medidas similares para o resto do país.

“O Congo é um país imenso, o oitavo do mundo em tamanho. A parte leste também é uma área muito grande. Existem vários grupos armados, em diferentes locais, e cada caso é um caso. Não é possível criar um padrão de procedimento, porque é preciso analisar cada caso, grupo e local. Podem ser criadas outras áreas de segurança, podem ser expandidas a áreas de segurança e outras medidas táticas normais da força militar. São todas opções que se têm para lidar com os problemas e tentar cumprir com o nosso mandato”, referiu.  

Na zona de segurança, anunciada nesta terça-feira, foi destacada a Brigada de Intervenção pela primeira vez. A unidade militar foi mandatada pelo Conselho de Segurança a fazer o uso da força contra grupos armados congoleses, caso seja necessário, com ou sem o exército nacional.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud