RD Congo: Brigada de Intervenção atua na zona de segurança em Goma

31 julho 2013

Principal cidade do leste do país abriga mais de 1 milhão de pessoas; em declarações à Rádio ONU, chefe forças de paz fala de conflito “intenso e extremamente violento” na capital do Kivu Norte.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A unidade autorizada pela ONU a fazer ofensivas direcionadas a grupos armados no leste da República Democrática do Congo, RD Congo, arrancou com atividades na zona de segurança em torno da cidade de Goma.

A área inclui a capital da província do Kivu Norte e a cidade de Sake, em direção a oeste, numa faixa de cerca de 25 km. O Conselho de Segurança permitiu que a Brigada de Intervenção possa operar com ou sem o exército congolês.

Batalhões

O comandante da força de paz na RD Congo, Monusco, deneral Carlos Alberto dos Santos Cruz, revelou à Rádio ONU que a brigada é atualmente composta por dois terços da sua operação. O oficial falava de Goma.

“A implementação dessa segurança está a cargo de uma brigada chamada Norte Kivu e a chamada Brigada de Intervenção, que ainda não está nas suas funções ideais. Tem a previsão de ter três batalhões mas, neste momento, tem apenas dois da Tanzânia e da África do Sul. Está faltando ainda o batalhão do Malaui, que se está preparando. Já tem o material aqui, mas só vai se tornar operacional no final do mês de agosto”, disse.

M23

Desde os meados de julho, Goma é alvo de combates entre o exército e grupos rebeldes, que ditaram a fuga de cerca de 5 mil pessoas. O chefe da força da ONU apontou os desafios impostos pelos envolvidos nos confrontos.

“É um movimento chamado M23, que ocupou a cidade de Goma em novembro do ano passado. Depois, se retirou para a periferia da cidade por conta de um acordo político. Mas, neste ano, voltou novamente a atacar as forças armadas aqui da RD Congo, num conflito intenso e extremamente violento. Começou no dia 14, há cerca de duas semanas, e ainda permanece bastante ativo apesar não ter havido combates nos três últimos dias. Esse é o principal movimento nessa região apesar de haver outros, com menos expressão, atuando na mesma região”, explicou.

Na zona de segurança, as forças da ONU devem reforçar o apoio aos civis contra o fogo cruzado entre tropas do governo e rebeldes do M23. Goma tem mais de 1 milhão de habitantes, e é rodeada de acampamentos de deslocados internos que abrigam dezenas de milhares de pessoas.

 

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