HIV/Sida: Moçambique a Angola entre os países que baixaram mortes

30 julho 2013

Maior acesso a antirretrovirais ajudou a reduzir óbitos e elevou expectativa de vida em países do leste e sul do continente; Onusida diz que cobertura do tratamento em ambos os país está situado em menos de 60%.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, Onusida, publicou o relatório “Chegando a Zero”, que destaca o aumento de mais de 1000%  no acesso ao tratamento com antirretrovirais.

De acordo com o documento, publicado nesta terça-feira, Moçambique está entre os países que registaram uma queda de óbitos entre 26% e 49%,  ao lado do Quénia, da África do Sul e da Suazilândia

Possibilidades

Angola consta na lista pela redução situada na fasquia entre os 5% aos 25%, com o Lesoto e o Sudão do Sul. Entretanto, Angola e Etiópia tiveram menos de uma em cada três mulheres a fazer o teste de HIV durante a gravidez, no que diminuiu as possibilidades de eliminar a contaminação nos filhos.

Relativamente à cobertura do tratamento, tanto Angola como Moçambique continuam com as menores taxas com menos de 60%.

Adultos

Entre 2001 e 2011, mais de 10 nações da região conseguiram reduzir as mortes de adultos seropositivos. As maiores taxas, cerca de 50%, foram alcançadas por Botsuana, Etiópia, Malaui, Namíbia, Ruanda, Zâmbia e Zimbábue.

Grande parte países no sul e leste do continente da África registam uma queda acentuada no número de mortes relacionadas à pandemia. Por outro lado, o Uganda e a Tanzânia registaram um aumento ligeiro de contaminações.

O acesso ao tratamento antirretroviral é tido como fator que ajudou a diminuir o número de mortes e a subir a expectativa de vida dos seropositivos na região.

Novas Infeções

Uma outra boa notícia é a queda de um terço na quantidade de óbitos por tuberculose relacionada ao HIV.

De 2005 a 2012, o número de pessoas com acesso a tratamento saltou de 625 mil para 6,3 milhões. Apesar de a cobertura ter ultrapassado 80% em países como Suazilândia, Ruanda e Namíbia.

Prevalência

De acordo com o relatório, os casos de novas infeções entre adultos de 15 a 49 anos caiu em mais de 30%. Já entre crianças, houve uma redução superior a 50%. Um outro passo positivo foi o aumento de serviços de saúde para prevenir a contaminação vertical, de mãe para bebés, que atingiu quase 700 mil grávidas, 100 mil a mais que no ano anterior.

O Onusida informou que as mulheres jovens são as mais afetadas pelo HIV. Somente em 2011, foram notificados 450 mil novos casos de contaminação com o vírus da Sida. A prevalência entre as africanas de 15 a 24 anos é de 4,5%, mais do que o dobro do índice de homens na mesma faixa etária.

O relatório também inclui as diretrizes divulgadas pela Organização Mundial da Saúde, OMS, no mês passado, a recomendar que as pessoas com HIV iniciem a terapia antirretroviral o mais cedo possível.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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