Em Angola, seminário aborda saída das nações menos avançadas

30 julho 2013

Evento apoiado pelo Unctad destaca reforço das capacidades produtivas; tópicos principais incluem diversificação, agregação de valor e criação de empregos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola acolhe, a partir desta terça-feira, um seminário para analisar as perspetivas, oportunidades e desafios para cumprir os critérios da sua saída  do grupo dos Países Menos Avançados, PMAs.

A Conferência da ONU sobre o Comércio e Desenvolvimento, Unctad, anunciou que o encontro, de três dias, é realizado em Luanda a pedido das autoridades do país.

Estratégias

As áreas identificadas pela agência para apoiar ao governo angolano incluem o desenvolvimento de políticas e as estratégias eficazes para os períodos antes, durante e após a possível graduação.

Para o Unctad, será destacada a garantia de uma transformação estrutural da economia angolana centrada no reforço das capacidades produtivas que deve incluir a diversificação, a agregação de valor e a criação de empregos.

Terceiro Maior

De 2000 a 2010, o Produto Interno Bruto, PIB, angolano cresceu a uma taxa média de 11,25%, que colocou o país como o terceiro maior dos PMA no período, a seguir à Guiné Equatorial e ao Mianmar.

No programa de Ação de Bruxelas, as Nações Unidas estabeleceram a taxa de crescimento de 7% para a redução significativa da pobreza nos integrantes do grupo.

Petróleo

Entre 2000 e 2010, Angola aumentou o seu PIB per capita em  cerca de sete vezes - de cerca de US$ 655 dólares para US$ 4,422 anuais.

Mas o crescimento económico angolano tem sido impulsionado pelo petróleo, responsável por 95% das exportações na década até 2011, o que faz do país uma das economias menos diversificadas do mundo.

Quanto aos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, embora haja progressos tangíveis na redução para metade do número de vítimas da fome e da desnutrição, Angola é considerada ainda aquém de outras nações.

O progresso lento do país é igualmente verificado em indicadores como a redução pela metade da proporção da população que vive na pobreza absoluta até 2015.

 

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