ONU preocupada com declarações do exército egípcio perante protestos

26 julho 2013

Agências noticiosas referem que os militares teriam falado de uso da violência de forma decisiva e com força em manifestações; Secretário-Geral quer libertação ou análise transparente de casos de políticos detidos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que está alarmada com algumas declarações recentes do exército egípcio.

Navi Pillay refere que todas as medidas tomadas pelas autoridades devem respeitar integralmente à lei e as normas internacionais de direitos humanos.

Violência

Agências noticiosas informaram que o exército teria alertado que qualquer tentativa de uso da violência durante as manifestações convocadas para esta sexta-feira seria tratada de forma decisiva e com força.

As manifestações na capital, Cairo, envolvem por um lado partidários do deposto presidente Mohammed  Mursi e, por outro, os seus opositores.

Situação Judicial

Os relatos citam as autoridades referindo que Mursi seria questionado na justiça por um período inicial de 15 dias, no primeiro comunicado oficial sobre a sua situação judicial desde o seu derrube, a 3 de julho.

Em nota emitida, esta sexta-feira, em Genebra, a representante promete acompanhar de perto o evoluir da situação. De acordo com o escritório, é extremamente importante que as forças de segurança não recorram ao uso excessivo da força.

Opiniões

A entidade reafirma o direito das pessoas de levar a cabo protestos pacíficos, ao reconhecer o dever das forças de segurança de proteger os cidadãos, independentemente dos seus pontos de vista políticos.

O comunicado foi divulgado horas depois de o Secretário-Geral ter renovado o seu apelo ao “diálogo nacional significativo e a um processo de reconciliação inclusivo.”

Ordem

Ban Ki-moon refere que o objetivo deve ser o de traçar um caminho pacífico para o retorno completo do controlo civil, da ordem constitucional e da governabilidade democrática.

O chefe da ONU também apelou às autoridades interinas que acabem com as prisões arbitrárias e outras alegadas formas de perseguição. Ban pediu a libertação ou análise transparente, e sem demora, dos casos de Mursi e de outros líderes detidos da Irmandade Muçulmana.

 

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