ONU condena assassinato de líder da oposição na Tunísia

26 julho 2013

Mohamed Brahmi, de 58 anos, liderou o Partido do Povo; de acordo com agências noticiosas uma greve geral foi convocada, para esta sexta-feira, pelo maior sindicato do país do norte de África.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu que o povo e os políticos tunisinos que se unam numa frente contra tentativas de inviabilizar a transição democrática do país.

Navi Pillay emitiu uma nota a condenar o assassinato a tiros de um líder político da oposição, nesta quinta-feira num subúrbio da capital, Túnis. Mohamed Brahmi era membro da Assembleia Nacional Constituinte e foi alvo do atentado em frente à sua casa na presença da filha.

Greve Geral

Agências noticiosas anunciaram a convocação de uma greve geral, para esta sexta-feira, pelo maior sindicato do país. Logo após a morte, manifestantes saíram às ruas para exigir a demissão do governo em Túnis e em Sidi Bouzid, a cidade natal do malogrado.

Brahmi, de 58 anos, era líder do movimento nacionalista do Partido do Povo. A alta comissária pediu maior protecção para pessoas que considerou “que estão claramente em risco,” tal como a vítima.

Investigação

As autoridades tunisinas foram instadas a lançar imediatamente uma investigação “rápida e transparente para garantir que os autores do crime sejam responsabilizados.”

Em 2010, o país do norte de África foi o primeiro a ter protestos como parte do movimento conhecido como Primavera Árabe, que resultou na queda de vários regimes regionais e do Médio Oriente.

Transição

Pillay também exigiu medidas fortes “para demonstrar que se vai fazer valer o Estado de Direito e que será feito o possível para impedir os actos que defendeu que “parecem ter sido projectados para inflamar a situação e prejudicar a transição democrática na Tunísia.”

A responsável lembrou que se trata do terceiro assassinato do género nos últimos 10 meses, e que coincide com o 56 º aniversário da Declaração da República da Tunísia.

Constituição

Para ela, com o ato arrisca-se a perturbar o processo de elaboração da nova constituição, que está nos seus estágios finais.

A encerrar a nota, Pillay pede firmeza e união ao governo, à oposição, ao público e à sociedade civil em geral devido à violência política além da defesa da liberdade de se expressarem diferentes pontos de vista políticos.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud