Na ONU, Sadc defende maior pressão para estabilizar RD Congo

25 julho 2013

A representar o bloco de países da África Austral, Moçambique destaca necessidade de espírito de equipa, objetivos comuns e preocupação com a paz e estabilidade no país africano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique falou, esta quinta-feira, da necessidade de se exercer maior pressão às partes envolvidas para o fim do conflito da República Democrática do Congo, RD Congo.

Oldemiro Balói fez as declarações à Rádio ONU, no Conselho de Segurança, momentos antes do debate sobre a paz nos Grandes Lagos.

Expectativas

O evento decorre na sequência de confrontos entre o governo e rebeldes do grupo M23 na cidade de Goma, no leste. Tratam-se dos primeiros confrontos ocorridos após a assinatura do Quadro para a Paz, Segurança e Cooperação da RD Congo e região, há cinco meses.

Balói disse que a situação não deve cair no esquecimento, ao manifestar as suas expectativas quanto ao pacto, assinado em fevereiro, por 11 líderes africanos com o apoio das Nações Unidas.

Pressão

“Um otimismo muito ponderado. É um processo difícil: tem as duas componentes, tem as fragilidades do próprio país, tem as fragilidades internas do próprio país, tem a complexidade da região e, enfim alguns vizinhos nos quais uns são mais difíceis que os outros. É um jogo de paciência o que interessa e – essa é a maior preocupação daía presença aqui – é manter a pressão para que o assunto não seja esquecido e esse é o fórum para o manter com a visibilidade necessária”

No encontro de alto nível que abordou o conflito no leste da RD Congo, o chefe da diplomacia moçambicana representou a Comunidade dos Países da África Austral, Sadc.

Brigada

Como detentor da presidência rotativa do bloco, Moçambique abordou os possíveis apoios à estabilização congolesa, que também podem ser dados pelos lusófonos da Sadc, incluindo Angola.

“De natureza institucional, no reforço de Estado e, para além disso, sob o porto de vista militar no quadro da brigada de intervenção. Estamos disponíveis também, como Moçambique. Não entramos nesta primeira fase mas, dentro em breve estaremos em condições e assim que formos solicitados entraremos. Mas, acima de tudo, um grande espírito de equipa, a comunhão de objetivos e a preocupação com a paz e estabilidade na região, e isso significa na RD Congo e no continente. Isso inclui, obviamente a organização para os Grandes Lagos.”

Problemas

No encontro, o Secretário-Geral da ONU disse que a falta de confiança mútua na região frustrou tentativas anteriores para encontrar soluções políticas para a raiz dos problemas das divergências congolesas.

Ban Ki-moon considerou vital que o governo da RD Congo e os seus vizinhos do leste prossigam com o diálogo construtivo com vista ao fim do conflito.

 

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