Estudo do PMA revela impacto da fome no PIB da Suazilândia

19 julho 2013

Cerca de US$ 92 milhões por ano estão associados à perda de produtividade nos trabalhadores do reino africano; redução da desnutrição tida como essencial para baixar perdas económicas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Suazilândia perde anualmente cerca de 3,1% do seu Produto Interno Bruto, PIB, devido aos impactos a longo prazo da fome. O estudo “O Custo da Fome em África” indica que as perdas de produtividade do trabalhador no período estão avaliadas em cerca de US$ 92 milhões.

A pesquisa foi conduzida conjuntamente pelas autoridades suazis e o Programa Mundial da Alimentação, PMA, como parte de um projeto que avalia o impacto económico da desnutrição em 16 nações africanas.

Desnutrição

Entretanto, as perdas para a economia do reino africano poderiam baixar  para US$ 60 milhões anuais com uma redução da taxa de desnutrição de 40% para 10% na população até 2025, revela a pesquisa.

A agência lembra que o problema ocorre quando o acesso a proteínas, vitaminas e minerais necessários para o corpo é insuficiente para o desenvolvimento da criança antes dos cinco anos.

Desempenho

O problema afeta mais de quatro em cada 10 trabalhadores, o equivalente a 270 mil adultos.A consequência é a propensão às doenças, o fraco desempenho escolar, a baixa  produtividade e um menor tempo de vida.

Por outro lado, o PMA refere que o tratamento de casos de diarreia, anemia, infeções respiratórias e outros problemas relacionados com a fome na Suazilândia absorvem pelo menos US$ 6 milhões por ano.

Trabalho

Em 2009, 37 mil horas de trabalho foram perdidas como resultado de mortes relacionadas com a fome, com custos de cerca de 1,4% do PIB.

A baixa produtividade nos trabalhadores dita a perda de US$ 148 milhões por ano em setores que dependem da atividade manual.  Já os custos de educação devido às crianças que repetiram o ano por problemas de concentração causados pela fome giram em torno de US$ 701 milhões anuais.

 

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