ONU reage a relatos de maus-tratos de elementos do M23 na RD Congo

18 julho 2013

Secretário-Geral fala de revisão do apoio a unidades do exército; alegadas violações incluem profanação de cadáveres por parte de supostos elementos das Forças Armadas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco,vai rever o seu apoio a unidades do exército suspeitas de envolvimento em incidentes de violações dos direitos humanos contra rebeldes do M23.

O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse que a medida será aplicada para casos de infração dos direitos humanos e do Direito Internacional Humanitário. A ação será feita à luz dos procedimentos de zelo da política de direitos humanos.

Maus-tratos

Em comunicado, o chefe da ONU expressa profunda preocupação com relatos de maus-tratos de supostos detidos do grupo composto por dissidentes do exército. As informações também dão conta  da profanação de cadáveres dos seus combatentes pelas Forças Armadas congolesas.

O Secretário-Geral disse que a Monusco já levantou esta questão ao mais alto nível com o exército.

Compromisso

Falando à Rádio ONU, de Kinshasa, o chefe das forças da missão, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que está a par da troca de informação com os envolvidos, após confrontos na capital provincial do Kivu Norte, Goma.

“Sobre essa questão de acusações de violações dos direitos humanos no campo de batalha, são informações que precisam ser confirmadas. Desde ontem há várias comunicações de direitos humanos, para o governo e para todos os envolvidos, de que têm que respeitar esses direitos e o tratamento dos prisioneiros. Se tem algumas acusações de violações dos direitos humanos, essa preocupação está sendo enfática com as forças envolvidas no conflito, para que respeitem os direitos dos prisioneiros também”, disse.

Na nota, o Secretário-Geral da ONU disse que se congratula com os passos dados pelo exército congolês para investigar as alegações com vista a responsabilizar os autores de tais atos.

Ban exorta às partes do conflito a exercer moderação, reiterando a importância de se trabalhar no âmbito do Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para o país para resolver as causas profundas do conflito.

Muitas Baixas

O comandante das forças da Missão da ONU disse que o eclodir de confrontos entre o exército e rebeldes, neste domingo, foi marcado por “muitas baixas” próximo de Goma.

O general contou que o primeiro ataque foi perpetrado pelo M23, numa tentativa de aproximação da cidade que foi repelida pelas Forças Armadas.

A Monusco disse estar em prontidão para defender os civis na cidade com mais de 1,2 milhão de habitantes. Cerca de dois terços da brigada de intervenção já está formada para operar em ações ofensivas contra grupos armados que ameaçam a paz no leste do país.

 

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