Entrevista: Ricardo Tadeu, primeiro juiz cego do Brasil

Entrevista: Ricardo Tadeu, primeiro juiz cego do Brasil

Considerado o primeiro magistrado cego do país, Ricardo Tadeu  Marques da Fonseca conhece bem os limites de se viver com uma deficiência física.  Ele perdeu a visão total durante o terceiro ano de Direito e conseguiu terminar o curso graças ao apoio de familiares e amigos e a ajuda de ledores.

Conhecedor das barreiras enfrentadas no mercado de trabalho por quem tem uma deficiência, o juiz passou a se dedicar a promover oportunidades de empregos para quem vive com deficiência. Ele faz palestras em várias capitais brasileiras tentando conscientizar pessoas com deficiência e empregadores a investirem mais em suas áreas.  Antes de se tornar desembargador, Ricardo Tadeu era juiz do trabalho.

Sociedade Civil

Em 2006, ele esteve na sede da ONU, ao lado de centenas de representantes da sociedade civil de todo o mundo, para ajudar a redatar o texto final daquela que seria a primeira Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências.

De lá para cá, segundo o desembargador muitas coisas mudaram para melhor no Brasil. "Hoje, já temos 320 mil pessoas com deficiências trabalhando no país. Mas longe de dizer que o Brasil é um país com acessibilidade 100%. Ainda há um caminho a percorrer, mas estamos registrando avanços."

Ricardo Tadeu Fonseca voltou à ONU, nesta semana, para participar da 6a. Conferência dos Estados Membros sobre Avaliação e Eficácia da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências.  Ele conversou com Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU, sobre o tema.

O evento termina nesta sexta-feira.

Duração: 10:28"