Unesco condena morte de jornalista que cobria protestos no Egito

17 julho 2013

Agência pede respeito do direito dos profissionais da área de trabalhar  em segurança; Ahmed Assem el-Senousy, de 26 anos, foi morto a tiros na capital, Cairo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A morte de um jornalista fotográfico durante a cobertura de uma manifestação no Egito foi condenada, esta quarta-feira, pela Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Ahmed Assem el-Senousy, de 26 anos, foi morto a tiros a 8 de julho na capital, Cairo. A agência instou as autoridades a respeitar o direito dos jornalistas de realizar o seu trabalho em condições seguras.

Confrontos

O apelo surge no momento em que agências noticiosas falam de constante violência no país. Os últimos relatos de maior impacto dão conta da morte de sete pessoas e cerca de 400 detidos em confrontos no Cairo no domingo.

Após a morte do profissional do jornal Al-Horreya-Wal-Adalah, ou Liberdade e Justiça, em tradução livre, a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, pediu o respeito dos envolvidos à necessidade dos jornalistas exercerem a sua profissão em segurança.

Segundo Bokova, a sociedade depende de uma media livre e independente para que sejam feitas escolhas informadas. O último registo de um jornalista morto ocorreu há dois anos no país do norte de África.

 

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