ONU comemora aniversário de menina paquistanesa baleada por talebãs
BR

12 julho 2013

Secretário-Geral disse que estava honrado em ter uma jovem corajosa no comando do Dia de Malala; ele afirmou que ao alvejar Malala, os extremistas mostraram o que mais temem: uma menina com um livro.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, homenageou, nesta sexta-feira, Malala Yousafzai, a menina paquistanesa que sofreu um atentado no ano passado organizado por extremistas talebãs.

Ban afirmou que ao escolher Malala como alvo, os extremistas mostraram o que mais temem: uma menina com livro.

Coragem

Na cerimônia, na ONU, o Secretário-Geral disse que estava honrado em ter uma jovem menina, corajosa e humana, no comando.

Ele explicou que, geralmente, a cadeira central da sala de conferência é reservada a diplomatas altamente condecorados, mas que hoje, todos concordam que Malala deve ocupar o lugar.

Ban declarou que a maioria das pessoas celebra o aniversário com uma festa ou um dia de folga, mas Malala escolheu passar o seu décimo-sexto aniversário com o mundo.

Objetivos do Milênio

O chefe da ONU disse que há três meses as Nações Unidas marcaram uma outra data importante, os mil dias do prazo final para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, o plano global de luta contra a pobreza.

Ban afirmou que naquele dia, ele quis conversar com Malala, alguém que, segundo ele, representasse a esperança de levar oportunidade a todos os lugares e de empoderar mulheres e meninas.

Promessas

O Secretário-Geral disse que Malala está pedindo aos países que mantenham as promessas de investir nos jovens e de colocar a educação em primeiro lugar.

Ban ficou emocionado e encorajado pelo enorme apoio dado a Malala. Ele mencionou que o movimento começou no Paquistão com a população dizendo: “Eu sou Malala”.

O Secretário-Geral afirmou que o enviado especial sobre Educação Global, Gordon Brown, percorreu o mundo e coletou milhões de assinaturas, numa demonstração clara de que Malala não está sozinha.

Eduacação

Ban citou que governos e parceiros espalhados pelo mundo conquistaram importantes progressos no setor de educação. A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura,Unesco e o Fundo para a Infância,Unicef, ajudaram a organizar esse apoio.

O chefe da ONU disse que ainda há muito trabalho a ser feito e lembrou que 57 milhões de crianças estão fora das escolas. A maioria delas meninas e a metade vivendo em países afetados por conflitos.

Alvos

Ban afirmou que a ajuda internacional para a educação caiu pela primeira vez, em uma década. Segundo ele, em várias partes do mundo crianças e professores se tornaram alvos nas escolas. Foram ameaçados, agredidos e assassinados.

Ban Ki-moon declarou que o mundo não pode permitir que isto aconteça. Nenhuma criança deve morrer porque foi a escola e em nenhum lugar os professores devem ter medo de ensinar e as crianças de aprender.

O Secretário-Geral disse que juntos, todos podem mudar esse quadro.

Ele afirmou que essa é a visão da sua Primeira Iniciativa de Educação Global. Segundo Ban, o programa tem três prioridades: colocar todas as crianças nas escolas, melhorar a qualidade do aprendizado e fomentar uma cidadania global.

 

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