Nações Unidas recebem nesta sexta-feira a jovem Malala Yousafzai
BR

12 julho 2013

Paquistanesa comemora aniversário de 16 anos neste 12 de julho, definido como o “Dia de Malala”; ela fará primeiro discurso público sobre a importância da educação para meninas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A estudante paquistanesa Malala Yousafzai faz seu primeiro discurso público, nesta sexta-feira, na sede da ONU, sobre a importância da educação, em especial para meninas de todo o mundo.

Este 12 de julho está sendo conhecido como o “Dia de Malala”, já que a jovem faz aniversário: ela completa 16 anos. Na sala do Conselho de Tutela, a ativista será recebida pelo Secretário-Geral da ONU e por centenas de estudantes de mais de 80 países.

Petição

No mês passado, Malala foi a primeira pessoa a assinar uma petição global pedindo ação urgente para garantir a todas as crianças o direito de frequentar a escola em segurança.

A petição foi lançada com o apoio do enviado especial das Nações Unidas para Educação, Gordon Brown. Qualquer pessoa pode assinar o documento, disponível na internet.

Coragem

Em entrevista à Rádio ONU, o ex- primeiro-ministro britânico contou o que mais o inspira em Malala.

Para Brown, a determinação de Malala e o direito que ela agora tem de ir à escola deveria estar disponível a qualquer menina em qualquer país do mundo, assim como a qualquer menino. Ele disse que acha Malala a “menina mais corajosa” que já viu. Para o enviado especial, ela tem um misto de coragem e de determinação admiráveis.

Nesta semana, o Secretário-Geral da ONU escreveu um artigo para o site Huffington Post, ressaltando a importância de garantir o acesso global à educação de qualidade. No texto, ele lembrou que nenhuma menina ou menino deveria enfrentar insegurança ao usufruir desse direito básico.

Ameaças

Para Ban Ki-moon, em nenhum lugar do mundo uma garota ir à escola ou um professor ensinar deveria ser visto como um ato de coragem. No ano passado, Malala levou um tiro na cabeça ao voltar da escola, em um ataque de autoria do grupo Talebã.

Ban destacou que em muitos lugares, estudantes como Malala e seus professores são ameaçados, atacados e até assassinados. O Secretário-Geral disse que por meio de ações movidas pelo ódio, os extremistas mostraram o que mais temem: uma menina com um livro nas mãos.

Leia na íntegra a entrevista de Gordon Brown sobre o Dia de Malala à Rádio ONU.

 

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