OMS diz que baixas de somalis subiram quase metade em Kismayo

5 julho 2013

Cidade portuária é vulnerável a deslocamentos e ao acesso limitado aos cuidados de saúde; pelo menos 70 pessoas morreram devido a confrontos tribais, minas e granadas em junho.

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Combates entre grupos rivais na cidade portuária somali de Kismayo mataram pelo menos 71 pessoas em junho. A área teve um aumento de confrontos, aliado a incidentes causados por minas e granadas de mão.

No  país do Corno de África, a Organização Mundial da Saúde, OMS, registou o tratamento de 314 pessoas, incluindo dezenas de casos encaminhados para hospitais que incluem os da capital, Mogadíscio.

Mulheres e Crianças

A agência diz que os ferimentos e as mortes podem ser muito maiores do que os que chegaram aos hospitais, apesar de ainda não poderem ser confirmados. Os dados de junho incluem 20 baixas em mulheres e crianças.

Na região, continuam os ataques marcados pelo o que a OMS chama de “profundo impacto sobre os civis e o trabalho de auxílio humanitário na região do Baixo Juba.”

Devido ao fenómeno, a agência da ONU aponta para consequências, como mais deslocamentos, limitação do acesso aos cuidados de saúde e maior risco de surtos de cólera e de outras doenças transmissíveis.

Campanha

Os incidentes violentos em Kismayo ditaram o adiamento de uma campanha contra a poliomielite, que deve “ocorrer quando a situação o permitir.”

Comparativamente a maio, o aumento de baixas foi de 44%, enquanto no primeiro semestre, o Hospital Geral de Kismayo registou  661 casos provocados por acidentes relacionados com armas de fogo.

 

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