Estudo destaca relação entre planos e acesso à banda larga nos países

2 julho 2013

Entre os lusófonos, Angola, Brasil, Moçambique e Portugal têm planos de banda larga; estudo indica que 134 nações implementam projetos a nível global.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Países com uma visão nacional claramente definida para implantar a banda larga têm um desempenho mais significativo do que os que abordam o assunto de forma mais liberal, revela um novo relatório.

A média de penetração do tipo de conexão das nações com plano nacional é cerca de 8,7% maior do que os que não possuem um projeto. O estudo indica que 134 planos são implementados a nível global.

Língua Portuguesa

Angola, Moçambique e Portugal são os países de língua portuguesa com planos de banda larga, mas o Brasil é considerado um bom exemplo na expansão da banda larga.

O caso brasileiro é referido por ter aprovação e aceitação ampla entre diferentes partes envolvidas, obtendo excelentes resultados de mercado devido à consulta e negociação entre vários setores.

Eventos Desportivos

O Campeonato Mundial do próximo ano e os Jogos Olímpicos de 2016 são vistos como fatores que ajudaram as autoridades brasileiras a ter maior foco na implantação da banda larga de acordo com as metas.

Segundo a pesquisa “Planeamento para o Progresso: Por que os Planos Nacionais de Banda Larga Importam”, o Brasil duplicou as assinaturas de banda larga fixa desde 2009 atingindo os 20 milhões atuais.

Internet

Os serviços móveis de terceira geração, 3G, foram implantados em todos os estados e abrangem atualmente 89% da população brasileira. A banda larga móvel explodiu de 7 milhões de linhas em 2009 para os 70 milhões atuais.

Já os serviços 4G, lançados em abril de 2013, estão nas principais capitais estaduais com metas de cobertura extensiva ao longo dos próximos anos. Nas comunidades, 12 mil telecentros comunitários estão equipados com acesso à internet de banda larga, diz o estudo.

Processo

Entre os países lusófonos São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau e Timor-Leste não têm planos de banda larga, enquanto Cabo Verde é mencionado por estar em processo de criação.

Para a União Internacional para as Telecomunicações, UIT, os governos percebem que as redes de banda larga não são apenas vitais para a competitividade nacional. Os benefícios incluem áreas de atuação do governo como educação, saúde, serviços públicos, energia, água e gestão ambiental.

Para a agência, a banda larga é o elemento-chave não apenas de interação humana, mas dos sistemas de comunicações máquina a máquina que sustentam o mundo do futuro.

 

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