Para ONU, Afeganistão deve liderar processo nacional de reconciliação
BR

2 julho 2013

Vice-Secretário-Geral condenou nesta terça-feira ataque suicida em base logística da Otan, onde sete pessoas morreram; Jan Eliasson defende negociações diretas entre governo e grupo Talebã.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.* 

Após um ataque suicida contra uma base logística da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, em Cabul, no Afeganistão, as Nações Unidas estão ressaltando que este tipo de ação é um “claro sinal da volatilidade da segurança no país”.

Segundo agências de notícias, pelo menos sete pessoas morreram durante a explosão, nesta terça-feira. Cinco faziam a guarda do local. O vice-secretário-geral da ONU está no Afeganistão e falou sobre o ataque.

Senso de Calma

Jan Eliasson disse esperar que a liderança do Talebã tome medidas para entender que, em qualquer caso, “a violência não pode atrair confiança na população.”

O vice-chefe da ONU defendeu a necessidade de se alcançar um “senso de calma no Afeganistão, sem ter o medo caracterizando a vida normal.”

Negociações

Ao concluir sua visita de cinco dias ao país, Eliasson falou que o processo de reconciliação nacional deve ser liderado pelo Afeganistão, com negociações entre os dois lados, governo e Talebã.

Ele disse que enquanto esses contatos continuarem, não há necessidade de a ONU se envolver, a não ser que a ajuda seja requisitada no processo.

Durante a visita, Eliasson observou que a Força Internacional de Assistência  para Segurança, Isaf, deve sair do Afeganistão no fim do próximo ano, após as eleições presidenciais agendadas para abril de 2014.

O vice-secretário-geral também reuniu-se com o presidente afegão, Hamid Karzai, representantes do Parlamento e da sociedade civil.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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