Parceiros matam até 66 mil mulheres com armas de fogo por ano, diz estudo

2 julho 2013

Pesquisa anual, publicada esta terça-feira, indica que maior parte das mortes acontece em casa levada a cabo pelo parceiro ou ex-cônjuge da vítima.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Anualmente, cerca de 66 mil mulheres são mortas violentamente por armas de fogo em 111 países, refere uma pesquisa global sobre armas de pequeno porte apresentado, esta terça-feira, em Genebra.

De acordo com trabalho feito pela Suíça, as mulheres formam o maior número de vítimas assassinadas, feridas ou intimidadas com armas de fogo dentro da própria casa.

Projeto Independente

O estudo “Levantamento de Armas Leves” é um projeto independente de pesquisa do Instituto de Pós-Graduação dos Estudos Internacionais e Desenvolvimento, em Genebra.

A maior parte das mortes acontece em casa, cometida pelo parceiro da vítima ou um ex-cônjuge.

Violência Armada

A diretora da pesquisa, Anna Alvazzi del Frate, destacou, da capital suíça, que o risco de violência armada por parte do parceiro íntimo é maior nos países com altos níveis de violência em geral.

A responsável calcula que 526 mil pessoas morram de forma violenta por ano, mas apenas 10% em conflitos ou guerras.

O estudo mostra que “desigualdade de género, tolerância, aceitação cultural da violência contra a mulher e noções comuns de masculinidade estão ligadas à posse de armas”.

Violência Doméstica

Os fatores, quando combinados, criam um “clima que coloca as mulheres em maior risco de sofrer violência doméstica que envolve armas de fogo.”

A posse de armas por civis é 75% das quase 875 milhões de pequenas armas existentes no mundo. As forças armadas nacionais e agentes da lei controlam menos de um quarto do estoque global de armas de pequeno porte.

*Apresentação: Eleutério Guevane, com reportagem de Patrick Maigua, da Rádio ONU em Genebra.

 

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