ONU adverte para impacto regional da tensão no Egito

1 julho 2013

Organização expressa preocupação com número de denúncias de agressão sexual nos protestos; agências noticiosas informaram que o exército deu ultimato aos partidos rivais para resolver a crise política.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas afirmam que o mundo acompanha os acontecimentos no Egito, tendo ressaltado que a forma como o país lida com a transição “terá impacto significativo” para os que passam pelo mesmo processo na região.

Uma nota emitida, esta segunda-feira, pelo porta-voz do Secretário-Geral reitera a todas as partes a cumprir a lei e a respeitar o direito de manifestação pacífica.

Manifestantes

O comunicado faz notar que “tal direito deve ser estendido, particularmente, aos manifestantes do sexo feminino devido às preocupações com o grande número de denúncias de agressão sexual.”

Agências noticiosas informaram que o exército teria dado 48 horas aos partidos rivais para resolver a crise política. Os militares teriam referido que interviriam para a paz, caso o presidente Mohammed Morsi e os seus opositores não conseguissem dar atenção ao que chamam “vontade popular.”

Mortes

A declaração foi feita após a invasão de manifestantes antigovernamentais à sede da Irmandade Muçulmana na capital, Cairo. Estima-se que pelo menos oito pessoas morreram na invasão do edifício, como parte das manifestações a exigir a retirada do líder egípcio.

A ONU diz que “condenação vigorosa” deve ser dada aos atos que incluem  mortes e feridos, agressão sexual a mulheres manifestantes bem como a destruição de propriedade.

Diálogo

A organização considera fundamental que, neste momento, os egípcios encontrem o caminho para resolver as diferenças através de meios democráticos.

A nota reitera que o diálogo pacífico e a não-violência são chaves para restaurar a estabilidade e fazer seguir a  transição do Egito, ressaltando a  responsabilidade dos líderes a todos os níveis de trabalhar de forma construtiva e inclusiva para o bem do país.

O apelo lançado pelas Nações Unidas é que haja tolerância e coexistência pacífica de diferentes fés e crenças, como tem sido tradicional.

 

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