Investimento estrangeiro direto no Brasil foi menor no ano passado
BR

27 junho 2013

Apesar da queda de 2%, país foi o que mais recebeu investimentos externos na América do Sul, num total de US$ 65 bilhões; segundo Unctad, fluxo global caiu 18%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Brasil recebeu no ano passado US$ 65 bilhões em investimento estrangeiro direto, equivalentes a R$ 141,7 bilhões, uma queda de 2% em relação a 2011.

Mas ainda assim, o país é o que mais recebe investimento externo na América do Sul, segundo o relatório Investimento Mundial 2013, lançado nesta quinta-feira.

Petróleo

O levantamento é da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad. A América do Sul recebeu 12% a mais de investimento estrangeiro direto no ano passado, num total de US$ 144 bilhões.

O relatório afirma que a região atrai dinheiro externo por ser rica em petróleo, gás e minerais e por ter uma classe média em expansão. Em 2012, o crescimento dos investimentos na América do Sul foi impulsionado pelo Chile, Colômbia e Argentina.

Novas Políticas

De acordo com a Unctad, o investimento estrangeiro direto para a América do Sul continua focado nas indústrias extrativistas, com empresas internacionais tendo papel principal, com exceção do caso brasileiro.

O Brasil também é citado no relatório pelas “novas políticas industriais, tecnológicas e de comércio internacional”. O estudo cita incentivos fiscais, empréstimos a taxas preferenciais do BNDES e o regime Inovar Auto, de incentivo à cadeia de veículos automotores.

A Unctad destaca que os investimentos estrangeiros na indústria automobilística brasileira deram um salto de US$ 116 milhões em 2007 para US$ 1,6 bilhão entre 2011 e 2012.

Balanço Mundial

No mundo, o relatório afirma que os investimentos externos caíram uma média de 18%, para US$ 1,35 trilhão. Pela primeira vez, os países em desenvolvimento receberam a maior parte dos investimentos.

A Unctad diz que a recuperação com níveis mais robustos levará mais tempo do que o esperado, em especial devido à fragilidade econômica global e incertezas políticas.

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