Unesco pede investigação da morte de jornalista ugandês

26 junho 2013

Thomas Pere foi encontrado num terreno baldio a poucos quilómetros de Kampala; Agência diz que ato é uma tentativa de sufocar a discussão democrática e amordaçar o direito básico de liberdade de expressão.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, pediu esta quarta-feira, que seja investigado o assassinato do jornalista ugandês Thomas Pere, cujo corpo foi encontrado na periferia da capital, Kampala.

O profissional de escrita estava ligado ao jornal New Vision, que cobre questões sociais. Os colegas do malogrado disseram que o viram pela última vez no escritório, há dez dias, quando regressava à casa.

Responsável

A 17 de junho, o corpo de Pere foi encontrado num terreno baldio a poucos quilómetros de Kampala.

Em nota, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, lamenta o assassinato e sublinha que todo esforço deve ser feito pelas autoridades ugandesas “para lançar luz sobre a morte e levar os responsáveis à justiça.”

Protesto

O assassinato de Pere não é um episódio isolado no país, que em finais de maio, teve um protesto de jornalistas dispersado pelas autoridades que usaram gás lacrimogéneo. O grupo reclamava contra o fecho de uma publicação privada.

Agências noticiosas referem que dois profissionais da área foram presos e outros foram espancados pela polícia durante a manifestação. Desde 2010, quatro jornalistas foram mortos no Uganda.

Crime

A Unesco cita a organização Repórteres Sem Fronteiras, referindo que Pere era membro ativo de uma agremiação de jornalistas ligados ao turismo.

A agência destaca que o assassinato de um jornalista é um crime contra toda a sociedade, uma tentativa de sufocar a discussão democrática e amordaçar o direito básico de liberdade de expressão.

 

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