Missão da ONU diz que Líbia mantém até 8 mil presos sem acusação

18 junho 2013

Num informe sobre os principais eventos dos últimos três meses, o representante especial do Secretário-Geral falou de tortura e  de mortes sob custódia; criticada lei de isolamento de elementos do antigo regime.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do Secretário-Geral na Líbia disse que entre 7 mil a 8 mil detidos continuam à espera de ser acusados ou libertados no país.

Falando, esta terça-feira no Conselho de Segurança, Tarek Mitri, considerou lento o processo de transferência dos detidos para a autoridade de Estado.

Casos de Tortura

Durante a apresentação do informe, que destaca os principais eventos do último trimestre, Mitri citou o caso da área de Bani Walid, que foi cenário de confrontos armados em outubro passado.

Segundo disse, questões sobre corpos encontrados em abril na cidade de Misrata continuam por ser esclarecidas. Na área, marcada por uma das últimas batalhas entre apoiantes do antigo líder Muammar Kadafi e a oposição, foi descoberta um vala comum com pelo menos 25 corpos na região de Tawergha.

Tortura e Protestos

Relativamente aos centros de detenção, Mitri relatou a ocorrência de casos de tortura e “provas de mortes sob custódia” devido à prática.

O também chefe da Missão de apoio da ONU para a Líbia, Unsmil, fez alusão a mortos e feridos após confrontos em Benghazi entre forças de segurança e manifestantes neste mês. Nos protestos é exigido o desmantelamento das brigadas que combateram Muammar Kadafi.

Isolamento

O representante especial disse haver múltiplos riscos de segurança para o país árabe, tendo mencionado o que chama “crescente polarização causada pela nova lei de isolamento político”.

Conforme explicou, a medida “exclui por 10 anos de cargos públicos às pessoas ligadas ao regime deposto.”

Para a Unsmil as execuções extrajudiciais e a tortura “não devem ser tolerados na Líbia, muito menos a vítimas de injustiça e da repressão do antigo regime.”

 

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