Mais de 5 milhões de agricultores foram apoiados no Sahel após a crise

12 junho 2013

ONU refere que sucessos na resposta humanitária incluem a rápida resposta ao apelo internacional para a região africana; cerca de 11,4 milhões de pessoas ainda sofrem de insegurança alimentar.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador regional Humanitário das Nações Unidas para o Sahel, Robert Piper, disse que mais de 5 milhões de agricultores da região africana foram apoiados pela comunidade internacional no ano passado.

Apesar da realização de progressos como o sucesso da época agrícola, o representante apontou para a existência de focos de vulnerabilidade na sequência da crise humanitária que afetou mais de 18 milhões de pessoas.

Reconhecimento

Entre os sucessos citados por Piper está o facto de os doadores terem respondido rapidamente ao apelo internacional para a região, aliado ao reconhecimento atempado do problema pelos governos.

Foi referida também a mobilização do sistema das Nações Unidas e o rápido desembolso de valores de auxílio pelo Fundo Central de Resposta de Emergência, Cerf.

Larga Escala

Apesar de algumas melhorias na resposta às crises humanitárias em larga escala, o coordenador disse que o verdadeiro objetivo deve ser reduzir a demanda para priorizar respostas humanitárias similares.

Com melhores chuvas e colheitas previstas para 2013, Piper lembrou à comunidade internacional que a região ainda está em crise “com milhões de pessoas afetadas pela insegurança alimentar.”

Recuperação

O Sahel também está a braços um grande número de refugiados e de deslocados internos, alertou o coordenador.

O Mali é tido como uma prioridade na canalização de apoios, devido ao conflito entre o governo e os rebeldes, à recuperação da seca e a insegurança alimentar que afeta 4,3 milhões de pessoas.

Insegurança

Para toda a região, Piper disse haver necessidade de apoio urgente para abordar as crises de alimentos e nutricional, além de dar resposta às necessidades de 11,4 milhões de pessoas que sofrem de insegurança alimentar.

A ONU refere que apenas 36% dos US$ 1,7 mil milhão necessários para este ano foram atribuídos pela comunidade internacional, à região que integra nove países. 

Atualmente, mais de 1,5 milhões de pessoas recebem assistência mensal, com 400 mil crianças a beneficiar de apoio nutricional concedido pela ONU e pelos seus parceiros.

 

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