OIT pede fim de todas as restrições de Israel à economia palestina
BR

6 junho 2013

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, agência pede o fim das restrições de movimento, emprego e atividades econômicas; setor privado não consegue progredir.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT, alerta para o risco de a economia palestina não crescer, se Israel mantiver as restrições à região.

De acordo com a OIT, esta é a única maneira de aumentar as oportunidades de trabalho decente para os palestinos. O relatório foi apresentado nesta quinta-feira, durante a Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra.

Movimento

O documento é baseado em informações coletadas por uma equipe da OIT que foi para os territórios palestinos, como explicou o representante da agência, Kari Tapiola.

Tapiola defende que Israel não deve apenas aliviar as restrições ao movimento de pessoas e aos negócios, mas retirar todo o tipo de restrição imposta à Palestina. A situação impede, em especial, o progresso do setor privado.

Índices

A economia palestina está estagnada, com maior desemprego, pobreza e dependência por comida. O índice de desemprego está em 23%, mas a situação é pior em Gaza, onde a taxa é de 31%. Quase dois em cada 10 jovens palestinos estão fora do mercado de trabalho.

Para a OIT, a situação atual “irá continuar insustentável até que seja baseada em justiça social.” A agência pede “ação em prol do processo de paz e da restauração do crescimento econômico”.

 

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