Aiea diz que enriquecimento de urânio no Irã viola resoluções da ONU
BR

3 junho 2013

Agência também está preocupada com armas nucleares na Coreia do Norte, segundo discurso do chefe da Aiea, Yukiya Amano, nesta segunda-feira, durante abertura do encontro do Conselho Diretor.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York. 

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, afirmou que as atividades de enriquecimento de urânio do Irã estão violando resoluções do Conselho de Segurança e do próprio Conselho Diretor da agência.

A declaração foi feita pelo chefe da Aiea, Yukiya Amano, nesta segunda-feira, ao discursar na abertura da reunião do Conselho Diretor da entidade.

Centrífugas

Segundo Amano, o governo de Teerã continua avançando com os projetos de água pesada. O número de centrífugas também está aumentando assim como a quantidade de enriquecimento de urânio. Para ele, ambas as atividades são uma contravenção das resoluções sobre o tema.

O chefe da Aiea disse ainda que a falta de cooperação do Irã para com a agência torna impossível assegurar a intenção do programa do país. Ele contou que apesar do diálogo da agência com o governo iraniano desde 2012, nenhum acordo foi selado para facilitar mais esclarecimentos sobre as atividades nucleares do país. 

Síria

Amano disse ainda que as conversações não avançaram. Segundo ele, o Irã precisa autorizar a Aiea a fazer a inspeção de suas instalações atômicas.

O caso do prédio Dair Alzour, destruído na Síria, também foi mencionado no discurso. Amano afirmou que o lugar, provavelmente, havia abrigado um reator nuclear, que não tinha sido declarado pela Síria. Ele pediu à Síria que coopere com a agência.

No início de julho, a Aiea realizará, em Viena, uma conferência sobre os esforços globais para garantir segurança nuclear.

América Latina e África

O chefe da Aiea disse que está preocupado com a Coreia do Norte devido à realização do terceiro ensaio nuclear, em fevereiro. Ele pediu ao governo norte-coreano que acate as resoluções contra os testes.

Yukiya Amano falou ainda sobre pesquisas da Aiea com países africanos e latino-americanos.

No continente africano, a agência está usando a tecnologia nuclear para avaliar os níveis de erosão do solo e controlar pragas em plantações. Já na América Latina, a Aiea está desenvolvendo um banco de dados para medir a questão da radioatividade em alimentos.

 

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