Ban cita Shaquille O’Neil para pedir maior pressão no combate à malária

2 junho 2013

No Japão, África esteve no topo da reunião internacional que debateu apoios para combater a doença; uma criança perde a vida por minuto devido à enfermidade no continente mais afetado do mundo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU citou o ex- jogador de basquetebol norte-americano, Shaquille O'Neal, para defender a necessidade do combate contra a malária em África “dominando definitivamente o adversário.”

Ban Ki-moon falava, este domingo, em Tóquio, numa reunião que abordou a doença e a agenda de desenvolvimento, organizada pela iniciativa Fazer Recuar a Malária e o Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária.

Liderança

Ban usou palavras de O’Neil ao comparar a luta contra a doença ao desporto, onde “é preciso pressionar para assumir a liderança contra o adversário.” Para o representante, desacelerar os esforços para combater a doença pode fazê-la retornar.

Shaquille O’Neal compõe um grupo de celebridades escolhidas para inspirar e envolver as redes sociais na luta contra a doença, além de acelerar a recolha de fundos. A iniciativa foi criada, há três anos, pelo enviado especial da ONU para a Malária, Ray Chambers.

Protagonismo

O apelo lançado pelo chefe da ONU é que todos possam pressionar a doença “como campeões para vencer a luta em benefício das crianças e das famílias de África”. O continente é o mais afetado pela doença no mundo, ao registar a morte de uma criança por minuto.

Ban elogiou o apoio do Japão a África e pediu que os governos assumam protagonismo nas ações de combate à enfermidade.  Segundo disse, os investimentos para doença têm um dos maiores custos-benefícios dos nossos tempos em África.

Retorno

A ONU defende que o gasto de US$ 1 na resposta à malária pode gerar um retorno de aproximadamente US$ 40 no Produto Interno Bruto africano.

Entre os progressos no combate à doença, Ban citou a duplicação do acesso às redes mosquiteiras tratadas com inseticida na África subsaariana. A medida ajudou a reduzir as mortes por malária em até um terço.

 

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