ONU avalia possível uso de nanotecnologia para purificar e tratar água

1 junho 2013

Agências consideram que a sua aplicação deve acelerar resposta ao acesso à água potável, saneamento básico e sustentabilidade; método manipula partículas e pode permitir criar novas formas da sua utilização.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências das Nações Unidas querem explorar o potencial da nanotecnologia para purificar e tratar águas residuais.

Os defensores do método dizem que este possibilita manipular átomos e moléculas ao reduzi-los até ao nível desejado, o que pode permitir criar novas formas da sua utilização a baixo custo.

Água Potável

Na mira está o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio sobre o acesso à água potável e ao saneamento básico, além da agenda global pós-2015, orientada para o desenvolvimento sustentável.

A tecnologia é vista como uma possível “solução sustentável e inovadora” para alcançar as metas pela Organização da Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e a Agência da ONU para o Desenvolvimento Industrial, Unido.

Bactérias

Até esta sexta-feira, especialistas reunidos na capital da Eslováquia, Bratislava, apresentaram resultados de várias investigações sobre as possíveis aplicações da nanotecnologia na água. Os estudos incluíram as tecnologias de membranas melhoradas, a remoção de bactérias e de outros poluentes.

Foram também realizadas pesquisas sobre produtos farmacêuticos e a despistagem de contaminantes, o controlo da qualidade da água e a recuperação dos sistemas de águas poluídas.

Riscos

Por outro lado, foi abordada a maior reutilização de águas residuais, a dessalinização e a prática da agricultura intensiva com menos água.

Os peritos alertaram, entretanto, que é preciso que haja uma abordagem equilibrada para aplicar a nanotecnologia na água. Os riscos apontados estão associados com a toxicologia e os impactos sobre o Homem e o meio ambiente.

Incertezas

O outro alvo dos debates foram questões éticas, devido às incertezas relacionadas aos riscos ambientais e de saúde.

O envolvimento comunitário na decisão sobre a aplicação da tecnologia para as necessidades locais também foi discutido, nomeadamente sobre como a nanotecnologia poderá garantir água limpa em escolas de aldeias de países em desenvolvimento.

 

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