Novos centros processam soja para desenvolver e alimentar no Quénia

3 junho 2013

Instalações devem fabricar alimentos como leite e misturas de soja e milho; anualmente, país produz apenas 2 mil das cerca de 200 mil toneladas consumidas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, Unido, anunciou a abertura de três novas instalações para processar soja em comunidades produtoras do oeste do Quénia.

A iniciativa visa “combinar o desenvolvimento industrial, a longo prazo, e os esforços de ajuda humanitária imediata.” Os centros devem fabricar alimentos altamente nutritivos como leite e misturas de soja com milho.

Grupos Vulneráveis

As entidades humanitárias terão acesso aos produtos para que sejam posteriormente distribuídos para vítimas da fome e grupos vulneráveis como órfãos e crianças em idade escolar.

O país recorre à importação do produto para compensar a produção anual, concentrada em duas cidades, e estimada em  2 mil toneladas. Por outro lado, a procura ronda os 150 mil a 200 mil toneladas no mesmo período.

Conhecimentos

Apesar da demanda e das condições propícias para o crescimento da soja no Qénia, a Unido refere que os agricultores do oeste não adotam a prática por falta de conhecimentos sobre o seu uso para a cozinha.

Um outro fator que contribuíu para os baixos níveis de produção e abertura dos centros de processamento foi a incerteza dos agricultores em torno dos preços de mercado após a colheita.

A Unido apoia a iniciativa financiada pelo Governo do Japão, que além das autoridades quenianas envolve o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do país africano.

 

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