Banco Mundial debate luta contra o fumo
BR

31 maio 2013

Região desenvolveu políticas de combate de sucesso para controlar o uso de produtos derivados do tabaco; ex-presidente do Uruguai afirma que educação é a melhor arma contra o problema.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O ex-presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, afirmou que o uso do tabaco representa a pandemia global que mais mata, em toda a história.

A declaração foi feita num evento na sede do Banco Mundial, em Washington, para marcar o Dia Mundial sem Tabaco, esta sexta-feira.

Educação

Vázquez, que é oncologista, afirmou que a luta contra o fumo não deve travada apenas nos consultórios médicos, mas também nas casas das pessoas, nos escritórios, nas áreas públicas e, principalmente, nas escolas.

O ex-presidente uruguaio disse que a melhor arma contra o tabaco é a educação. Para ele, as autoridades precisam dizer as pessoas que elas podem ser felizes sem consumir tabaco, bebidas alcoólicas ou drogas.

Fumantes

Vázquez declarou que 25% dos habitantes da região são considerados fumantes, aproximadamente, 145 milhões de pessoas. Segundo ele, outros 20%, ou 139 milhões, são obesos ou estão acima do peso.

O líder uruguaio disse que se essa tendência continuar, 10 milhões morrerão de doenças relacionadas ao tabaco até 2025, 70% deles em países em desenvolvimento.

Separando por gênero, 25% dos fumantes são homens e 13% mulheres.

Mobilização

Para combater a questão, Vázquez sugere duas ações. A primeira, mais vontade política para mobilizar os recursos locais e apoio internacional.

A segunda, seria uma mudança cultural profunda para que as pessoas não troquem a qualidade de vida futura por uma gratificação imediata pelo prazer de fumar.

Avanços

O ex-presidente citou que a região realizou vários avanços no combate ao fumo. Oito países têm áreas onde o fumo é proibido e os outros implementaram proibições ao cigarro em locais públicos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo de tabaco representa a segunda maior causa de mortes no mundo inteiro, perdendo apenas para a pressão alta, que mata um em cada 10 adultos.

Além disso, 600 mil não fumantes, classificados como “fumantes passivos”, morrem todos os anos por doenças causadas pela inalação da fumaça do cigarro.

 

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