Relatores criticam Irã por proibir mulheres de se candidatar à presidência
BR

29 maio 2013

Analistas de direitos humanos ONU alertaram contra discriminações impostas a mulheres de concorrer nas eleições de 14 de julho; eles citam ainda restrições à liberdade de expressão e de reunião.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um grupo de especialistas independentes dos Direitos Humanos da ONU alertou sobre as limitações impostas pelo Irã no processo eleitoral do país.

Segundo eles, o Conselho Guardião, que analisa os candidatos à presidência, aprovou apenas oito das 686 pessoas que se registraram para concorrer às eleições presidenciais em 14 de julho. Todas as 30 mulheres inscritas foram impedidas de se candidatar ao pleito.

Mulheres

O Conselho é formado por 12 teólogos e juristas. Foram desqualificadas do processo também várias autoridades políticas importantes.

A decisão acabou levantando suspeitas sobre a lisura e a transparência dos procedimentos de análise e escolha dos candidatos.

Segundo os especialistas, muitas pessoas foram excluídas por causa de suas posições nos protestos pós-eleitorais de 2009 e pelo exercício de direitos humanos básicos, como o de liberdade de expressão, reunião e associação.

Discriminação

O relator especial da ONU sobre os direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed, afirmou que a desqualificação em massa de mulheres é discriminatória.

Segundo Shaheed, ela viola, também, o direito fundamental de participação política e vai contra os estatutos da Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que o Irã ratificou.

Imprensa

O relator especial da ONU sobre liberdade de expressão, Frank La Rue, pediu ao governo iraniano que liberte os jornalistas detidos e abra espaço para que eles possam trabalhar sem medo de perseguição ou prisão.

La Rue fez um alerta sobre as ameaças contra jornalistas e as limitações impostas à liberdade de expressão durante o período de eleições. Segundo ele, essas ações minam a inclusão e a justiça do processo eleitoral.

 

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